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Saúde

Zumbido

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02 de janeiro de 2008

Um incômodo sintoma auditivo

A otorrinolaringologista Patrícia Linhares diz que  “zumbido pode ser definido como a presença de um som nos ouvidos ou na cabeça de algumas pessoas e que é gerado dentro das suas próprias vias auditivas”. Como o som do zumbido não se origina de uma fonte externa, só é ouvido mesmo por quem sofre o problema.

E não são poucas as pessoas que vivem a experiência. O zumbido acomete aproximadamente 17% da população brasileira. “Se considerarmos somente a população acima de 60 anos a prevalência passa para 33%. Ou seja, quanto mais velho, maior a chance de ter zumbido. Em relação ao gênero, em geral, o problema  acomete igualmente os sexos feminino e masculino”, esclarece a médica.

Causas variadas

Patrícia explica que o zumbido é um sintoma que pode ser causado por várias doenças. Normalmente ele está relacionado a doenças do aparelho auditivo, mas pode ser causado por diabetes, hipertensão, doenças neurológicas, alterações odontológicas, distúrbios hormonais, entre muitas outras.

É comum, também, haver associação de causas. Nesse caso, o paciente com zumbido necessita de uma abordagem multiprofissional. Mesmo sem qualquer doença grave por trás do problema, o zumbido pode prejudicar a qualidade de vida do indivíduo e de sua família.

Todo paciente com zumbido deve ser submetido a uma avaliação otorrinolaringológica minuciosa e completa e a uma investigação que se inicia com exames audiológicos e exames de sangue básicos (glicose, colesterol, triglicerídeos, hormônios tireoideanos, entre outros) para pesquisar as principais causas”, esclarece.

Hoje em dia, os resultados no tratamento do zumbido são melhores do que antigamente, garante a médica, porque o conhecimento e o interesse sobre o assunto aumentaram progressivamente. 

Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido – GAPZ

O objetivo do Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido  - GAPZ é fornecer informações atualizadas e com linguagem de fácil acesso aos portadores de zumbido e permitir que eles troquem experiências. 

 O GAPZ foi criado, em 1999, pela Dra. Tanit Sanchez, professora da USP, e é um projeto filantrópico da Fundação Otorrinolaringologia, ligada à disciplina de Otorrino da USP.

Atualmente, o GAPZ realiza reuniões mensais gratuitas em São Paulo, Campinas, Curitiba, Brasília, Salvador e Rio de Janeiro. Para saber o telefone de contato de cada cidade acesse o endereço http://www.forl.org.br/pdf/gapz_2007.pdf  

Estudos mostram que até 30% dos pacientes portadores de zumbido já apresentam algum alívio do sintoma depois que são esclarecidos sobre o problema e entendem o que está ocorrendo. Por isso o apoio com informação, discussão e esclarecimento de dúvidas é tão importante”, ressalta a médica. 
 
Patrícia ainda esclarece que alguns hábitos podem ajudar o paciente com zumbido, como a prática freqüente de exercícios físicos, evitar excesso de cafeína, evitar o fumo, o abuso de doces e sal em excesso, controlar a pressão arterial, glicose, colesterol e triglicerídeos. 

Alguns casos de zumbido têm cura, sim, mas eu diria que a maioria tem tratamento. É possível dar qualidade de vida e alívio ao portador do sintoma de zumbido em aproximadamente 90% dos casos”, acrescenta.

Então, não vale a pena procurar ajuda e ter esperança?

Literatura e site que ajudam

Para quem quiser se aprofundar mais no assunto, indicamos o livro “Quem disse que zumbido não tem cura?” da Prof. Drª.  Tanit Ganz Sanchez e o site Fundação Ororrinolaringologia



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