Saúde

Sudorese excessiva

O desconforto de viver suado

A  A  A     

14 de dezembro de 2010

Quem sofre com a perspiração excessiva conhece bem os embaraços sociais e  os transtornos que a doença provoca. Atividades diárias como escrever, apertar a mão de outra pessoa, segurar papéis e outras atitudes simples podem se tornar um problema. A pessoa está sempre preocupada em esconder ou disfarçar o suor que às vezes, vem acompanhado de odor forte e ruim.

Suar, no entanto, faz bem. Só que em excesso atrapalha. A sudorese é necessária para o controle da temperatura do corpo, especialmente, durante exercícios ou sob calor intenso. O suor é regulado pelo sistema nervoso autônomo simpático, mas quando há hiperatividade das glândulas sudoríparas, acontece a hiperidrose.

Segundo estudos americanos, pelo menos 1% da população mundial convive com o desconforto da doença, que pode significar mãos, pés, crânio e face molhados. Em alguns casos, o suor se estende também para as axilas e as costas.

O suor pode ser quente ou frio, mas a sudorese é constante. Pode afetar todo o corpo ou se limitar a uma região, como  palmar, plantar, infra-mamária, etc 

O início dos sintomas pode ocorrer em qualquer fase da vida, mas é mais comum aparecer nos adultos jovens, especialmente homens. A situação costuma perdurar na fase adulta e regredir na velhice.

O aumento da temperatura ambiente,  exercícios físicos,  febre,  ansiedade e a ingestão de comidas condimentadas são fatores desencadeantes.

Causas

A hiperidrose pode ser secundária, ou seja, ocorrer  em conseqüência  de estresse,  ansiedade, hipertireoidismo,  menopausa ou obesidade. Afastadas estas e outras possibilidades, resta, então, a hiperidrose  primária.

Cuidados e tratamentos

Casos mais brandos são tratados com drogas tópicas, como o uso de antiperspirantes e adstringentes. Talco ou amido de milho natural também ajudam, quando aplicado entre os dedos, sob as mamas ou em dobras da pele.

Banho de sabonete desodorante, uso de palmilhas absorventes, que devem ser substituídas com freqüência, e o uso espaçado de um mesmo calçado, evitando repeti-lo dois dias seguidos, podem ser medidas eficazes nos casos mais leves, como também o tratamento de iontoforese (corrente elétrica de baixa voltagem) e a psicoterapia. Às vezes a hiperidrose axilar é transitória no início da puberdade e desaparece em meses ou em poucos anos.

Formas mais graves se beneficiam com tratamento medicamentoso que envolve drogas antidepressivas, ansiolíticas e anticolinérgicas ou betabloqueadores, porém elas podem ter efeitos colaterais importantes e indesejáveis.

Injeções locais de toxina botulínica (Botox) é outra opção de tratamento, mas tem duração de 4 a 6 meses e é limitado a áreas de pequena extensão. O custo é alto e exige reaplicações.

Há ainda os procedimentos cirúrgicos como a simpatectomia  e a cirurgia de ressecção das glândulas sudoríparas axilares.

O primeiro passo para quem sofre de hiperidrose é procurar um dermatologista para conversar sobre a forma mais adequada de tratamento para o seu caso. 



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