Saúde

Fuja da cistite

Cistite, seus sintomas e como tratar.

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15 de agosto de 2014

Quem já teve cistite alguma vez, não esquece. A urgência, a dificuldade e a ardência ao urinar trazem enorme desconforto e dor, afetando a qualidade de vida. Cistite é como se chamam as doenças inflamatórias e/ou infecciosas da bexiga. Em condições normais, na urina e nas vias urinárias não se encontram micróbios capazes de produzir infecção. Entretanto, a migração de bactérias vindas de áreas próximas à uretra (canal por onde se elimina a urina) é a maior causadora de infecções urinárias.

A ginecologista Vera Lucia Prates explica que as mulheres costumam ser atingidas com mais freqüência porque suas características anatômicas, como a uretra mais curta e mais próxima da vagina e do ânus, favorecem a passagem dos germes. “As bactérias podem vir das fezes que, em situações especiais, migram contaminando a região perineal (área onde se localizam os órgãos genitais externos).

Após um período de multiplicação, essa bactéria pode invadir a uretra e se localizar na bexiga, causando uma cistite infecciosa”. Os homens, por terem a uretra mais comprida, estão mais resguardados. Entretanto, depois dos 50, o crescimento da próstata, e a conseqüente retenção de urina na bexiga, torna-os mais vulneráveis. Há casos em que a infecção pode se desenvolver sem manifestação clínica, sendo detectado apenas pelo exame de urina, contudo, diz Vera Lucia, o mais usual é ter os sinais e sintomas da cistite que são:

- necessidade urgente de urinar e com frequência

- escassa eliminação de urina em cada micção

- dor e ardor durante a micção

- dores na bexiga, nas costas e no baixo ventre

- febre e calafrios

- sangue na urina, nos casos mais graves

- urina com aspecto turvo ou mau cheiro.

Na gravidez, estas manifestações urinárias podem aparecer com maior freqüência, e se deve ficar atento às possíveis complicações que possam surgir. Os diabéticos também são propensos à cistite porque têm maior probabilidade de adquirir infecções.

Em todos os casos porém, é muito importante a avaliação médica tão logo surja algum sinal, pois o diagnóstico precoce é um aliado para o sucesso do tratamento e para o próprio conforto. Através da história clínica e de exames laboratoriais, em especial o exame de urina DAS (estudo dos elementos anormais e sedimentos da urina) e da urocultura com antibiograma, é que se pode diagnosticar entre uma cistite infecciosa e uma não infecciosa. Se a urocultura apontar ausência de germes, o diagnóstico de cistite não infecciosa é o mais provável.

Tratamento

Segundo Vera Lucia, após identificada a bactéria e orientado pelo antibiograma ou apenas pelo exame DAS, o médico pode escolher o antibiótico mais apropriado ao tratamento das cistites infecciosas. A dosagem e a duração variam de acordo com cada caso e o médico é a pessoa mais indicada para fazer esta avaliação. Especialmente nas mulheres, acrescenta a ginecologista, “as recorrências podem ser freqüentes e mais graves, mas, se o tratamento for seguido à risca, a probabilidade de cura é grande”.

Por isso, é preciso tomar os medicamentos respeitando o tempo recomendado pelo médico mesmo que os sintomas tenham desaparecido com as primeiras doses. Mas, se os exames apontarem outras causas, como por exemplo um cálculo renal, além de se combater a infecção, é preciso atacar a fonte para evitar a recorrência. Contudo, para as pacientes sujeitas a manifestações recorrentes, pode se adotar uma terapêutica preventiva, mesmo sem sintomas.Nestes casos o controle é feito pelos exames laboratoriais.

As cistites não infecciosas são mais complexas para tratamento. Analgésicos, anti-inflamatórios, anti-espasmódicos, anestésicos locais e dieta são recursos muito utilizados. Medidas como calor local, alcalinizantes da urina e chás também funcionam. A cistite intersticial (não infecciosa) é um desafio para o urologista, pois sua causa é desconhecida, o que dificulta o tratamento. Entretanto, aconselha a Drª Vera Lucia, alguns cuidados são recomendados para evitar a cistite e seus incômodos:

- Beber muita água. O líquido ajuda a expelir as bactérias da bexiga

- Urinar com freqüência. Reter a urina na bexiga por longos períodos é um mau costume das mulheres que vão adiando a ida ao banheiro em detrimento de alguma tarefa. Urinar depois das relações sexuais favorece a eliminação das bactérias que se encontram no trato urinário

- Tratar logo qualquer infecção genital

- Redobrar os cuidados com a higiene pessoal. Mantenha limpas a região da vagina e do ânus. Depois de evacuar, passe o papel higiênico de frente para trás e, sempre que possível, lave-se com água e sabão neutro. Usar papel higiênico de boa qualidade e sem perfume de preferência

- Evitar roupas íntimas muito justas ou de tecidos sintéticos que retenham calor e umidade, porque facilitam a proliferação das bactérias

- Suspender o consumo de fumo, álcool, temperos fortes e cafeína. Essas substâncias irritam o trato urinário

- Trocar os absorventes higiênicos com frequência para evitar a proliferação bacteriana.



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