Saúde

Andropausa

Climatério masculino

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05 de setembro de 2014

As mulheres estão mais preparadas para enfrentar e combater os efeitos da menopausa do que os homens, que também podem ser afetados pela queda de produção da testosterona (hormônio masculino).

Mas não é difícil entender por que os homens têm mais dificuldade em reconhecer e em lidar com o problema: há diferenças importantes entre o anúncio da menopausa e o da andropausa (climatério masculino). Os sintomas do climatério feminino são mais visíveis, inconfundíveis até, e se iniciam por volta dos 45 anos, atingindo a todas as mulheres.

Na falta de hormônios, a mulher para de menstruar, começa o ressecamento da pele e das mucosas, o cabelo fica sem vida e, muitas vezes, com queda acentuada. A mulher apresenta mudanças repentinas de humor, depressão, ondas de calor, obesidade, flacidez na pele e músculos e passa a ter dificuldade nas relações sexuais devido ao ressecamento da vagina. No homem, a andropausa chega de forma mais discreta, lenta e progressiva, por volta dos 50-55 anos.

Os sintomas são mais vagos e variados e, também, não atingem a todos os homens. A andropausa, ao contrário da menopausa, não traz o fim da fertilidade masculina, apenas a reduz, devido a menor produção de espermatozóides. Apesar de mais sutis, os sintomas da andropausa também são incômodos: desinteresse e preguiça sexual, alterações do desempenho sexual (dificuldade de ereção), perda de massa muscular, falta de concentração e de memória, tendência à anemia e à osteoporose, queda de pelos, aumento de peso, irritabilidade e insônia.

O déficit de testosterona no cérebro leva também a constantes episódios depressivos, dando a sensação de que a vitalidade se reduz a cada dia que passa. O medo de enfrentar desafios, tanto na vida particular quanto na profissional, é o mais comum de todos.

Contudo, a andropausa não é um processo isolado. Ela decorre do envelhecimento que se dá de forma diferenciada em cada indivíduo e é influenciado pela hereditariedade, estilo de vida, dieta alimentar, por hábitos como tabagismo, uso de drogas, de álcool, ou pelo estresse e enfermidades crônicas.

A importância da testosterona

A testosterona é o mais importante hormônio masculino. No final da formação do embrião, a testosterona provoca a migração dos testículos para a bolsa escrotal. Na puberdade, ativa a produção de esperma, faz o pênis crescer, os pelos aumentarem, a voz engrossar e ajuda, ainda, no desenvolvimento da próstata.

A testosterona também é responsável pelo alargamento da laringe e pelo espessamento das cordas vocais. Durante a vida do homem, a testosterona colabora com a manutenção da massa muscular, do tecido ósseo e acredita-se que colabore também para manter sua saúde e bom humor.

Além do envelhecimento, a produção de testosterona pode ser alterada por várias razões clínicas como uso de medicamentos, obesidade, doenças hepáticas, renais, coronarianas, de glândulas (principalmente da tireóide), diabetes, depressão e até pelo tabagismo.

Como diagnosticar

O diagnóstico da andropausa pode ser auxiliado por alguns exames clínicos: sangüíneo (para medir o índice de testosterona), espermograma (para medir a quantidade de espermatozóides), urológico (conhecido como "exame de toque"), densitometria óssea (que detecta a osteoporose) e ecografia da próstata e abdome.



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