Saúde

Viagens e riscos para a saúde

Serviço de apoio ao viajante

A  A  A     

03 de abril de 2014

São tantas as questões para se preocupar na hora do planejamento de uma viagem, de lazer ou a trabalho, que o mais importante - a saúde do viajante por conta da viagem - fica resumido a dois itens: vacinas exigidas e seguro saúde para o período. 
 
Parece suficiente, mas não é. Embora os acidentes sejam a principal causa de hospitalização e morte entre viajantes, os agravos de natureza infecciosa são os mais frequentes problemas de saúde para quem viaja. Às vezes, a vacina exigida, como é o caso da febre amarela,  visa mais à proteção da população do país visitado do que a do viajante. Assim, dependendo do local e do histórico pessoal do viajante  outras vacinas e medidas de proteção podem ser recomendáveis.
Mas, como saber? 
 
Centro de Informação em Saúde para Viajantes -Cives

O primeiro serviço especializado em Medicina de Viagem da América Latina foi criado, em 1997, na Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ.  Trata-se de um serviço público que atende tanto individualmente, como também faz consultorias para empresas e para tropas brasileiras enviadas em missão ao exterior (no final da matéria estão relacionados outros ambulatórios no Brasil que prestam atendimento individual a viajantes).
 
Esse serviço considera que os riscos de adoecimento durante uma viagem dependem de vários fatores como: características individuais (idade, sexo, antecedentes vacinais e de doenças, estado atual de saúde, utilização de medicamentos), características da viagem (meio de transporte, época do ano, roteiro, duração, tipo de atividade, condições de alojamento) e também características do local de destino (tipo de clima, fuso horário, altitude, segurança, disponibilidade de assistência médica, prevalência de doenças infecciosas). 
 
Na consulta, que dura de 50 a 60min, e é agendada por e-mail (agenda@cives.ufrj.br), todos esses aspectos são avaliados e muitas vezes as orientações variam substancialmente para viajantes que vão para o mesmo destino geográfico. 

As orientações quanto às medidas de proteção a serem adotadas na viagem, bem como o modo de proceder em caso de ocorrência de sintomas de alguma doença, são fundamentais e ocupam a maior parte da consulta, explica a médica infectologista do Cives, Káris Rodrigues, lembrando que é impossível vacinar contra todos os riscos que o viajante está sujeito, pois, na verdade, não existe vacina para grande parte das doenças às quais o viajante pode se expor.

Cada caso é um caso
 
Káris  conta que algumas situações clínicas dos viajantes até podem contra-indicar as medidas profiláticas propostas, como a profilaxia da malária e de algumas vacinas. “As orientações precisam ser adequadas à especificidade de cada situação, como, por exemplo,  o tipo de hospedagem, se em hotel, pousada, residência de moradores locais.... Há situações, inclusive, em que a viagem pode ser desaconselhada ou mesmo contra-indicada”, conclui a médica. 
 
Embora a exposição a doenças infecto-parasitárias seja frequente, o viajante também se sujeita a riscos decorrentes da exposição ambiental, como extremos de temperatura e altitudes elevadas.  Além disso, a presença de doenças pré-existentes, como diabetes, cardiopatias, doenças respiratórias ou alergias,  pode representar um risco adicional para o viajante. 
 
Assim, explica a médica, o especialista em medicina de viagem (em geral, um infectologista) precisa ser capacitado também para compreender e lidar com as diferentes situações de risco às quais o viajante possa se expor.  
 
Em situações em que há presença de comorbidades graves, o médico, que faz o atendimento do viajante, solicita um parecer ao especialista responsável pelo tratamento da doença em questão, de modo a poder avaliar de forma mais precisa a situação clínica e fornecer orientações mais adequadas e eficientes para a proteção do viajante.
 
Por todos esses desdobramentos, o agendamento de consultas deve ser feito com a máxima antecedência possível, sendo recomendável um mínimo de trinta dias antes da data prevista para a viagem. O Cives não agenda aplicação de vacinas, não faz atendimentos de urgência e nem distribui medicamentos. Para maiores informações, clique em Cives 
 
Onde procurar atendimento individual para viajantes:

Rio de Janeiro : no Cives, na UFRJ; no Instituo Evandro Chagas - Fiocruz- RJ, criado em 2007; 
São Paulo:  no Hospital Emílio Ribas, criado em 2000; na USP, criado em 2001; na Escola Paulista de Medicina, criado em 2007 e na USP de Ribeirão Preto, criado em 2011; 
Minas Gerais:  no Hospital das Clínicas da UFMG, criado em 2011; 
Pernambuco : no Hospital das Clínicas da UFPE, criado em 2004; e
Amazonas : no Instituto de Medicina Tropical, criado em 2011.
 

 

 



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