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Saúde

Diabetes infantil

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12 de novembro de 2014

A diabetes atinge mais de 380 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo dados da Federação Internacional de Diabetes.  No Brasil, quarto país no ranking com mais casos, há cerca de 13 milhões de portadores, sendo 1 milhão são crianças, de acordo com a Associação de Diabetes Juvenil. 

O que é essa doença? 
 
O Diabetes mellitus é uma doença caracterizada pelo excesso de açúcar (glicose) no sangue. É definida cientificamente como sendo um grupo heterogêneo de distúrbios metabólicos que apresentam em comum a hiperglicemia.
 
O nosso organismo, ensina a endocrinologista Neuza Miklos, especialista também em diabetes infanto-juvenil, transforma em açúcar os alimentos que comemos. A insulina, que é um hormônio fabricado pelo pâncreas, ajuda no transporte do açúcar, que está no sangue, para dentro das células do corpo, onde será usado como energia.

E, a médica destaca dente as várias causas do diabetes: “o corpo não produz insulina ou não produz o suficiente para manter níveis adequados de glicemia, ou a insulina produzida não funciona adequadamente”.

"O diabetes tipo1 (DM1), também chamado de diabetes infantil ou insulino-dependente, corresponde a 5% a 10 % dos casos, e é o resultado da destruição das células beta pancreáticas produtoras de insulina.

O diabetes tipo 2 (DM2), também chamado de diabetes do adulto, corresponde a 90% a 95% dos casos, caracteriza-se por defeitos na ação e na secreção de insulina. É mais comum em pessoas com excesso de peso e normalmente incide na faixa etária acima dos 40 anos.

O diagnóstico do diabetes é feito quando os níveis de glicemia de jejum ultrapassam 126 mg/dl em duas dosagens de sangue ou glicemia casual maior que 200mg/dl. Os sintomas clássicos são urinar em excesso, ingerir muita água, comer muito e perder peso”.

No tratamento de crianças e adolescentes com Diabetes mellitus Tipo 1, a insulina é sempre necessária, devendo ser instituída assim que for feito o diagnóstico, afirma a especialista. “O crescimento físico e a maturação, nesta fase da vida, tendem a modificar as respostas fisiopatológicas do diabetes, bem como interferir no tratamento, daí a necessidade de se manter um controle da glicose de forma estrita desde o diagnóstico para se reduzir o risco de complicações”, recomenda. 
 
O fator obesidade 
 
Além do tratamento com a insulina, o planejamento e engajamento familiar, a atividade física regular e a dieta são imprescindíveis para um bom controle do diabetes.
 
Em crianças e adolescentes, os planos alimentares devem ser individualizados e flexíveis de acordo com as doses de insulina, horários das refeições, atividade física e situações de variação do apetite. 
 
O exercício físico é importante porque reduz os níveis de açúcar no sangue por maior captação de glicose pelo tecido muscular.
 
A endocrinologista ainda ressalta: “É  importante acrescentar que nos últimos anos vem ocorrendo um aumento na incidência do DM2 em crianças e adolescentes, predominando na faixa etária próxima aos 13 anos, onde a obesidade está presente em cerca de 80% dos casos, com obesidade mórbida em cerca de 40 % deles. As causas são aquelas relacionadas com  o excesso de peso: resistência à ação da insulina fabricada pelo corpo, aumento da produção de glicose no fígado e diminuição da secreção de insulina pelo pâncreas.

Isto pode estar associado ou não a aumento da pressão arterial e dos lipídeos (colesterol e triglicerídeos) nestes jovens. E pode estar diretamente relacionado à falta de exercícios físicos e à  alimentação inadequada como os fast-foods
”.



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