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Desvendando o Bitcoin

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10 de julho de 2014

Nos últimos meses, uma série de roubos de bitcoins chamou a atenção da comunidade internacional. Falhas de segurança em computadores e sites permitiram que ladrões chegassem a roubar milhões de dólares em bitcoins, para desespero de diversos internautas.  Esses problemas voltaram a chamar a atenção para essa nova forma de pagamento que vem atraindo pessoas do mundo inteiro. Mas o que é exatamente o Bitcoin?

 

O Bitcoin é uma moeda digital criada por um programador de nome Satoshi Nakamoto em 2009. Ao contrário de outras moedas como o Real, o Dólar e o Euro, o Bitcoin não tem um país por trás do seu controle, não contando, assim, com uma central de gerenciamento, como o Banco Central brasileiro, por exemplo.

Essa falta de um agente garantidor pode gerar uma insegurança em torno do uso dos Bitcoins, mas pode também ser uma vantagem, na medida em que a moeda não sofre os efeitos da falta de confiança ou estabilidade política que, por vezes, afetam os países.
 
Sem um órgão emissor, o Bitcoin utiliza um complexo esquema matemático de criptografia, com bancos de dados espalhados pela internet para registrar as transações. Estas acontecem de forma anônima, mas são registradas para garantir que o Bitcoin seja usado pelo seu dono e evitar que o mesmo Bitcoin seja usado para pagar dois serviços ao mesmo tempo. Assim como uma moeda comum, o Bitcoin pode ser transferido de propriedade e é guardado em "carteiras" virtuais no próprio computador ou em serviços administrados por terceiros.
 
Vantagens e desvantagens da nova moeda
 
Ainda que o seu principal uso seja no mundo virtual, o Bitcoin já vem ganhando o mundo real na Europa e nos Estados Unidos, onde existem mais de 3 mil estabelecimentos que aceitam a moeda. No Brasil, Curitiba é a primeira cidade a contar com uma franquia de casa de câmbio de Bitcoin, que deve chegar ainda a São Paulo, Florianópolis e Brasília. Além da casa na capital paranaense, o País conta também com 57 lugares físicos e comerciais que recebem Bitcoin como forma de pagamento, número inferior à Argentina, que possui 87.
 
Apesar da vantagem de não estar atrelado a nenhum país, evitando o risco de inflação  ou de colapso devido a uma crise econômica, o Bitcoin está sujeito a variações por ainda não ser tão conhecido e, consequentemente, confiável, o que pode levá-lo ao seu próprio colapso. Outro problema é que os governos estão cada vez mais preocupados com a falta de controle e rastreamento nas negociações através de Bitcoin, e ações governamentais podem dificultar o seu desenvolvimento. Por fim, existem relatórios de autoridades financeiras, como o Banco Central Europeu, que apontam semelhanças do Bitcoin com esquemas de pirâmide financeira, também conhecidos como marketing multinível, e que levam os investidores a perdas financeiras.
 
Para os críticos do Bitcoin, uma falha séria do sistema é o anonimato nas transações. Como não há um controle central das movimentações, pessoas de má índole podem usar o sistema para financiar atividades ilegais, como vendas de drogas ou armas. Em um dos escândalos mais recentes envolvendo Bitcoins, os Estados Unidos conseguiram tirar do ar em 2013 um site que vendia drogas pela internet. Além de usar a moeda virtual para negociar drogas ilegais, seu proprietário também é acusado de ter contratado um assassino de aluguel, com pagamento também em Bitcoins, para matar um usuário do site. O escândalo, conhecido como caso Silk Road por causa do nome do site, afetou a credibilidade da moeda virtual, que viu sua cotação cair, preocupando investidores pelo mundo.
 




 



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