Os acontecimentos mais recentes do Brasil e do mundo estão sempre presente nas provas e redações de vestibulares de todo o país. Para não ficar por fora, confira as matérias publicadas toda semana nesta seção!
Síria investigada por uso de armas químicas
Definitivamente, a Primavera Árabe ainda está longe de se encerrar pelos lados da Síria. Após as dezenas de mortes nos confrontos entre os rebeldes locais e o governo de Bashar al-Assad, a nova polêmica são as acusações de uso de armas químicas pelos dois lados em conflito.
As denúncias não são de agora e já acontecem desde o início da Guerra Civil síria. Apesar da cautela, rebeldes e países aliados vêm denunciando o uso de gases contra os oposicionistas, o que é considerado uma violação dos direitos humanos pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Desde maio, turcos e norte-americanos vêm intensificando as acusações, afirmando já haver fortes evidências do uso desse tipo de arma. As provas seriam pacientes sírios, atingidos no conflito, e que chegam ao território turco com feridas possivelmente provocadas por esse tipo de armamento.
O governo sírio não comenta e nem rebate as acusações vindas dos opositores. Por outro lado, já existem suspeitas de uso de armas químicas também pelos rebeldes sírios. O agravante é que as acusações partiram de uma alta funcionária da ONU, que investiga a violação de direitos humanos no confronto sírio. Rebeldes negam a possibilidade, e os países aliados, como Turquia e Estados Unidos, rejeitam qualquer tentativa de uso desse tipo de armamento.
Armas de destruição em massa
Embora não haja provas de uso de armas químicas por qualquer dos dois lados, a sua possível utilização é preocupante. Afinal, estas são armas de destruição em massa, que causam sofrimento extremo e morte a milhares de pessoas.
Por isso mesmo, o uso de armas químicas foi proibido pela Convenção de Genebra em 1928, e, desde 1992, a Convenção de Armas Químicas tem um cronograma para encerramento da fabricação e destruição dos arsenais existentes. Só que a Síria não faz parte dessa convenção, ainda que seja, comprovadamente, um dos quatro único países do mundo (os outros são Rússia, Estados Unidos e Coreia do Norte) a contar com esse tipo de armamento.
Dentre as possíveis armas químicas sírias estão o gás sarin. Ele é inodoro e invisível, podendo provocar a morte por inalação ou contato com a pele. O sarin foi descoberto na Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial e seu uso mais recente foi durante um atentado no metrô de Tóquio, em 1995.
Outra arma química com forte poder de destruição é o gás mostarda. Também inventado na Alemanha e empregado na Primeira Guerra Mundial, ele produz queimaduras extremamente dolorosas na pele, nos olhos e nas vias respiratórias, destruindo o DNA e podendo levar à morte das células. Mais recentemente, na década de 1980, o gás mostarda foi usado pelo Iraque na guerra contra o Irã, causando a morte de 5 mil pessoas.
Não há dúvidas dos problemas que podem ser causados pelo uso de armas químicas em uma guerra como a que acontece na Síria. Se uma guerra já é, por si só, uma situação absurda em termos humanitários, o emprego de armas de destruição em massa é algo ainda mais surreal. Cabe ao mundo ficar de olhos abertos na guerra civil síria para impedir um possível genocídio.