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Saúde

Queda de cabelo feminino

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30 de janeiro de 2006

O susto pode ser maior que o problema

Se um quadro de alopecia (queda de cabelos) incomoda bastante aos homens, nas mulheres atinge de forma especial a auto-estima porque o embelezamento dos cabelos é muito curtido e considerado um aspecto fundamental da vaidade feminina.

Muitas vezes a preocupação com a queda é exagerada, explica a dermatologista Denise Chambarelli, já que é normal que os cabelos caiam e nasçam em proporções semelhantes. A tendência é se observar apenas os que caem durante a escovação e a lavagem, sem se levar em conta os fios que estão nascendo.

Estima-se que, em média, perde-se aproximadamente de 50 a 100 fios por dia. Parece muito, mas não é, tendo em vista que cada indivíduo normal possui entre 50 a 100 mil fios de cabelo.

Mas, quando a suspeita de queda anormal persiste, é preciso consultar um dermatologista para identificar a causa e indicar o tratamento adequado, diz a médica. As chances femininas de recuperação são maiores que as masculinas porque a perda de cabelo na mulher tem razões mais variadas, além de se manifestar de forma diferente.

A calvície de padrão feminino, em geral,  produz uma rarefação de cabelo na frente, nas laterais e na coroa. Raramente, evolui para uma perda total do cabelo.

Prováveis causas

A genética, afirma Denise,  é o fator mais determinante para a perda de cabelos, tanto nos homens quanto nas mulheres. Chamada de Alopecia Androgenética, responde pela maioria dos casos de calvície no homem e de afinamento do cabelo nas mulheres, principalmente após a menopausa.

Nos homens, geneticamente predispostos, a calvície pode se manifestar logo aos 20 anos, mostrando sinais clássicos como as “entradas” e a rarefação de fios no alto da cabeça. Há aqueles que aos 30 anos só têm uma coroa de cabelos à volta da cabeça.

Na Alopecia Androgenética Feminina (AAF)  ocorre uma rarefação dos fios principalmente na linha que divide o couro cabeludo em duas metades, direita e esquerda.  Esta tendência acentua-se no período que antecede a menopausa, quando os hormônios femininos diminuem em número e eficácia. Assim, a redução progressiva na produção de estrógeno pode provocar, entre outros efeitos, a queda de cabelos, mas a reposição hormonal também pode ajudar na sua recuperação.

As alterações hormonais podem acontecer mais cedo em razão da gravidez ou do uso de anticoncepcionais, lembra a dermatologista. Após o parto, o nível de progesterona diminui, o que predispõe à queda de cabelos. Problemas na tireóide ou hipófise também provocam disfunção hormonal e trazem entre as conseqüências, perda capilar.

O estresse emocional intenso, gerado por um fato marcante ou traumático, como uma cirurgia, um acidente, a morte de uma pessoa querida, ou até pelo período pós-parto, neste caso, agravado pelo fator hormonal,  também pode dar origem à perda aguda e muito intensa de cabelo, durante dois, três meses. O estresse causa uma grande redução do crescimento dos folículos, que entram em fase de “descanso”, voltando a crescer depois que a fase passa.

Doenças febris, geralmente provocadas por infecções bacterianas, hemorragias e até dietas drásticas para emagrecimento rápido também  são desencadeadores de uma perda temporária anormal, ocasionada pela carência de proteínas e hipovitaminose A, B e C. Nestes casos, a alimentação adequada traz de volta o equilíbrio do organismo.

Há ainda os tratamentos contra o câncer, em que a radioterapia e a quimioterapia promovem a perda súbita de cabelos, mas o quadro, geralmente, se reverte, quando cessam as aplicações.

As doenças crônicas como lupus eritematoso, artrite reumática, diabetes mellitus, infecções graves, etc. são outras causas de perda. Nestes casos, é necessário o tratamento da doença de base em associação com o tratamento dermatológico para que haja bom resultado. 

Tratamento

Em relação ao tratamento, Denise Chambarelli adverte que, em geral, é longo e exige  paciência e persistência. “Um tratamento anti-queda demora alguns meses, podendo durar até dois anos, embora se possa observar resultados já nos primeiros meses”.

 



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