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Saúde

Hanseníase: o que é mito e o que preocupa?

Preconceito é o grande inimigo!

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05 de agosto de 2010

A hanseníase é uma doença geralmente muito comentada e pouco conhecida. No passado, o nome foi associado erroneamente à lepra, o que provocava conseqüências desastrosas em relação ao preconceito e ao combate correto à doença. O termo hanseníase é adotado no Brasil desde 1976, por força de lei, e apesar disso infelizmente ainda há associação equivocada em certos casos.
 
Para entender um pouco melhor a doença, conversamos com Artur Custodio de Sousa, do MORHAN (Movimento de reintegração das pessoas com hanseníase), uma entidade sem fins lucrativos. Fundada em 6 de junho de 1981, ela tem sede administrativa no Rio de Janeiro, mas espalha-se por aproximadamente 100 comunidades pelo Brasil.

Como diagnosticar a hanseníase?

 O diagnóstico é feito por meio de avaliação clínica médica ou ainda o profissional avalia a condição dos nervos periféricos com aplicação de testes de sensibilidade, força motora e apalpação dos nervos dos braços, pernas e olhos. Essas avaliações são sempre mais importantes que qualquer exame de laboratório. Porém a baciloscopia (coleta de linfa dos lóbulos dos ouvidos, cotovelo e por vezes também dos joelhos) e a biópsia (retirada de um pedaço de pele com mancha ou lesão) podem ser solicitados para colaborar com o diagnóstico.

Quando o diagnóstico é feito na fase inicial da doença e tratada com PQT (poliquimioterapia), a hanseníase não evolui com deformidades. Quando diagnosticada tardiamente ou tratada inadequadamente, a hanseníase gera incapacidades físicas e deformidades devido ao comprometimento dos troncos nervosos, principalmente em membros superiores, inferiores e face, com comprometimento de mãos, pés e olhos.

A hanseníase apresenta-se basicamente, de duas formas: paucibacilar e multibacilar. É importante ressaltar que os casos contagiosos deixam de ser transmissíveis quando o tratamento é iniciado.

Qual o quadro da doença no Brasil atualmente?

O Brasil é o primeiro país no mundo em incidência de hanseníase, seguido pelo Nepal e Timor Leste, e o segundo em números absolutos da doença. São cerca de 40 mil novos casos a cada ano. Cerca de 8% a 10% da população acaba ficando com sequelas, devido ao tratamento tardio, embora a hanseníase seja uma doença com cura em 100% dos casos.

Como a população pode ajudar o Mohan?

Através do Telehansen 08000-26-2001, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, a população pode se esclarecer sobre como ajudar, com doações ou como voluntária, além de tirar dúvidas sobre a doença.

O MORHAN disponibiliza uma conta para recebimento de doações:
Banco do Brasil
Agência 0093-0
c/c 25.836-9

Os depósitos devem ser comunicados em seguida para doacoes@morhan.org.br


Para se tornar um voluntário, montar um núcleo ou participar do núcleo mais próximo:
voluntario@morhan.org.br

Em um próximo artigo, vamos abordar depoimentos de pessoas que enfrentaram a hanseníase, mas encontraram no preconceito um obstáculo muito mais difícil de ser vencido.



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