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Data: 28/07/2010 
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FIBROMIALGIA
Um distúrbio praticamente feminino

A fibromialgia, além de trazer transtornos como fadiga, dores difusas pelo corpo e perturbação do sono, faz suas vítimas padecerem com a incompreensão e o preconceito alheio. Eternamente cansadas e indispostas, com dores crônicas que não conseguem localizar com precisão, as pessoas acabam provocando a impaciência dos familiares, amigos e colegas de trabalho, que atribuem as queixas a questões psicológicas.

Desconhecida até pouco tempo, a fibromialgia é uma síndrome com diversas manifestações clínicas, como dor, fadiga crônica, indisposição, sono não restaurador, formigamento nas mãos e nos pés. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as mulheres são as mais atingidas: uma proporção de vinte para cada homem. A doença pode se manifestar em qualquer idade, mas é mais comum entre 40 e 60 anos.  

O termo fibromialgia faz referência à dor generalizada e crônica da doença, que é uma forma de reumatismo associada a uma maior sensibilidade do indivíduo a estímulos dolorosos. O termo reumatismo se justifica porque a fibromialgia envolve músculos, tendões e ligamentos, mas não quer dizer que acarrete deformidade física ou outros tipos de sequelas. Assim, sem rastros visíveis, os contínuos queixumes dos pacientes ficam desacreditadas, no entanto, a fibromialgia prejudica a qualidade de vida e o desempenho profissional.

Origem ainda desconhecida

É mais difícil pesquisar a cura quando não se sabe com precisão a causa de uma doença. No entanto, os cientistas já dominam algumas informações: quem sofre de fibromialgia tem menos serotonina (neuro-transmissor que regula a sensação de dor) do que as outras pessoas; há indícios de uma falha no sistema nervoso central, que deixaria os portadores da síndrome mais sensíveis a dores, sons e estímulos sensoriais; esses pacientes também apresentam um distúrbio que encurta a fase de sono profundo, provocando fadiga e hipersensibilidade.

Filhos de fibromiálgicos têm mais chances de desenvolver a doença, mas os pesquisadores ainda não sabem se o fator de risco é o estilo de vida da família ou a genética.

O estresse físico e emocional, sedentarismo, mudanças hormonais, como a menopausa, e doenças infecciosas podem funcionar como gatilhos para os sintomas.

A dor é o grande motivo da ida aos médicos e é descrita de diversas maneiras: “pontada”, “queimação”, “sensação de peso”, entre outras. Alguns pacientes localizam a dor nos músculos, outros nas articulações ou ainda nos ossos ou "nervos".

Diagnóstico e tratamento

Uma vez que ainda não existe exame laboratorial que comprove a doença, o diagnóstico tem de ser feito a partir dos sintomas relatados pelo paciente e de um exame clínico que mede a sensibilidade à dor em 18 pontos espalhados pelo corpo.

Para ser diagnosticado como fibromiálgico, deve haver queixa de dor difusa por mais de três meses, de distúrbios no sono e de sensibilidade em pelo menos 11 dos 18 pontos do exame clínico.

Tal como outras dores crônicas, o tratamento mais eficaz é multidisciplinar. Em parte medicamentoso, com uso de antidepressivo para aumentar a vida útil da serotonina e de analgésicos leves para momentos críticos.

Os exercícios físicos de baixo impacto (sobretudo caminhadas ou natação) aumentam a produção da endorfina e melhoram a oxigenação muscular e ainda a qualidade do sono, diminuindo a fadiga. Mas é preciso persistir e ter acompanhamento médico adequado pois nos três primeiros meses de atividades físicas a sensação de desconforto pode piorar.

Alongamentos também aliviam a sensação de dor provocada pela contração muscular excessiva. A acupuntura melhora a qualidade do sono, além de estimular a produção de serotonina e endorfina que combate a depressão e a ansiedade.

A redução de situações de estresse,  com pequenas pausas de descanso ao longo do dia ajudam a evitar a fadiga. Ioga, meditação, massagem e hidroterapia (a água também ameniza a dor) relaxam e ajudam o paciente a vencer o desconforto da doença.  

Para saber mais:

Fibromialgia – um site dedicado ao tema
 



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Veja os comentários

TENHO FIBROMIALGIA E FUI DIAGNOSTICADA SO AOS 15 ANOS PORQUE MINHAS DORES NAO PARAVAM, MAS JA HAVIA PASSADO NO MEDICO DESDE PEQUENA E ME FALAVAM QUE EU TINHA DOR DE CRESCIMENTO SO QUE AS DORES NAO PARAVAM. A MINHA MAE SABIA QUE TINHA REUMATISMO, MAS DEPOIS FEZ VARIOS EXAMES E DIAGNOSTICOU QUE TAMBEM TEM FIBROMIALGIA E MINHA IRMA TAMBEM. POR FAVOR GOSTARIA DE SABER SE UMA PESSOA COM CASO DE FIBROMIALGIA TEM COMO SE APOSENTAR DEPOIS DE TANTOS ANOS COM ESSE CASO?
Sibele Moraes do Nascimento

gostaria de sader como cuidar melho par diminuir a dor .
marilena g araujo

tenho e me trato por homeopat ia, á dois anos. \obtive melhoras impressionantes, e nu nca deixei de fazer nada na vi da, por estes incomodos. encaro s uper bem,sou mto ativa, faço de tudo em casa , faço ginástica, acumpuntura. alongamentos, re iki, e pa rticipo de mtas coisa. me dei sper bem com este tratamento.
rosely

parabéns pela reportagem, pois é tudo isto a i, a fibromialgia. só quem tem sabe , o que é toda esta reportagem.
Rosely

   
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