Oi Educa


Busca com a palavra exata
Área de login
 
Esqueceu sua senha?
Assine Agora!
Professor web
Escolha a matéria e faça a sua pergunta:
 
10 Coisas ...
Aula Online
Banco de Imagens
Cálculos
Cantando História
Cartazes Temáticos
Educação Infantil
Especiais
Estudo Interativo
Ferramentas
Filosofando
Hora do Recreio
Jogos Educacionais
Laboratório Virtual
Literatura
Mapa de Conteúdos
Ortografia
Pesquisa Escolar
Sociologia
Tirando de Letra
Aprenda Sozinho
Colunistas
Conhecendo seus Filhos
Acontece
Convivendo com a Diferença
Desvendamos Mistérios
Dia-a-Dia
Finanças Pessoais
Leitura Dinâmica
Meninos e Meninas
Nunca é Tarde para Aprender
Pais, Filhos e Netos
Papo Sério
Que Dia é Hoje
Saúde e Bem Estar
Fale conosco
Assine Agora!

 HOME Educa » FAMÍLIA » SAÚDE TOTAL 


Saúde Total
rss
Data: 12/12/2011 
compartilhe em: Twitter Facebook Windows Live del.icio.us Digg StumbleUpon Google  recomende!
   Últimos textos
publicados
 

Ronco: noites do barulho

Transtorno Bipolar

O calendário de vacinas está em dia?

Enxaqueca

Os perigos do verão

Melancolia de fim de ano

CIÚMES NO DIVÃ

Mesmo que seja sensato relativizar o conceito de “normal” e “sadio”, o(a) companheiro(a) de um ciumento patológico sabe bem o que significa extrapolar a normalidade: dúvidas que se transformam em certezas delirantes, brigas freqüentes por conta de ciúmes e suspeitas que promovem inquirições, obrigando o parceiro a omitir encontros, presentes e elogios.

Segundo a psicanalista Célia Seraphico, “é próprio do ser humano o desejo de controle, de posse, de marcar terreno dizendo: isso é meu. Mas a exacerbação dessa situação comum, normal e necessária caracteriza o ciúme patológico”. Uma das origens desse fenômeno é a dificuldade, a quase impossibilidade, de compartilhar, de dividir o “primeiro amor” de nossa vida com os outros.

Todos já experimentamos o ciúme. Este sentimento nos habita desde sempre e se forja numa situação universal: a relação de qualquer criança pequena com o mundo que a circunda. Célia explica que inicialmente esse mundo é a família (papai, mamãe, talvez irmãos).

O ciúme brota da vivência de exclusão, como, por exemplo o nascimento de uma nova criança na casa, que pode produzir vários entendimentos: papai e mamãe me traíram; papai e mamãe não querem só a mim; papai e mamãe só se querem, me excluem, e ainda trazem outra criança...”.

Estas experiências podem ser vividas de forma normal ou de maneira trágica, por isto é tão importante que o ambiente familiar facilite às crianças a assunção e a manifestação das suas inclinações positivas, amorosas, ternas como as de hostilidade, raiva e ciúmes. Relatos da infância, que recordam cenas de ciúmes, são comuns em todas as famílias: “quando seu irmão nasceu, você empurrou o carrinho, jogou talco no bebê, queria dar o bebê para a vizinha” e outras coisas do gênero que demonstram a presença da “ameaça” de deixar de ser o “único”, o querido.

Essa ameaça, diz a psicanalista, vem pela vivência da diminuição da ternura e dos privilégios que se gozava antes da chegada do “outro” e das exigências crescentes decorrentes do próprio crescimento, da realidade, da educação, das punições, das novas responsabilidades que podem ser vividas como uma confirmação de não ser o preferido, de ser pouco importante, ou de ser inferior. Estes ingredientes servem de incremento ao ciúme.

O ciúme depois da infância

Na adolescência, revive-se outra vez esses sentimentos, principalmente com os camaradas da “turma”, face ao desejo de conquista dos amores eróticos.

A saída da adolescência é a dor e a alegria da perda das ilusões da infância, e envolve, principalmente, a difícil passagem da aspiração de ser tudo para alguém significativo, para uma etapa em que o desejo é de uma relação a dois onde haja liberdade para expansão do próprio eu e de enriquecimento pessoal, ou seja, é preciso deixar de querer ser tudo para o outro para tornar-se alguma coisa.

O ciumento grave não admite isso, afirma Célia. “Nesses casos, há um desejo de posse absoluta e exclusiva “do amor do outroe qualquer desatenção, faça não... pode ser a gota d’água! Essa gota d’água transborda a imaginação e se manifesta através do sentimento, também absoluto, de exclusão, de abandono e o consequente sentido de humilhação pois a autoestima e a autoconfiança são atingidas”.

O ciúme patológico, que pode inclusive engendrar o delírio, já que a realidade é imaginariamente distorcida, traz à cena da vida o personagem do “terceiro excluído” com a crença de que dois se juntaram para formar uma dupla terrível (o ciúme compreende uma relação de, pelo menos, mais outras duas pessoas) que passa a perseguir, a maltratar e a humilhar alguém isolado, desamado, desimportante, abandonado.

Essa dupla tem como matriz, a dupla do início de nossas vidas e as filiais, podem tomar a feição do gerente e de um colega, da empresa e do gerente, de dois colegas de trabalho, etc e no campo do erotismo, de um rival e de um traidor. O sujeito com ciúme sente que o amor que lhe é devido foi roubado, ou está em perigo de sê-lo pelo rival. O ciumento teme perder o que julga pertencer-lhe.

O ciumento sofre muito e também faz sofrer. O tratamento psicanalítico dá maior ênfase aos fatores internos desencadeadores do sofrimento – infância, relação com os pais/irmãos, vida imaginativa - tendo em vista “que a maioria das pessoas, embora adiantada em anos, ainda não terminou de “celebrar” seu nascimento psíquico. Como todo nascimento este também é “doloroso e difícil”, garante Célia. Nesse sentido o terapeuta pode ser considerado o “parteiro da alma” porque facilita o “nascimento” através do processo terapêutico.



Deixe seu comentário
Seu nome:
Seu e-mail:   

   
   Veja outras matérias desta seção: