Papo Sério

Não chore o leite derramado

A  A  A     

20 de setembro de 2014

Todo mundo quer ganhar sempre para satisfazer a própria vontade ou vaidade. Alcançar o resultado necessário na prova temida, passar no vestibular, conquistar “aquela” paquera, perpetuar o namoro dos sonhos, convencer os pais sobre “aquela” viagem... enfim, desejos não faltam...

Mas, nem todos dependem exclusivamente de nós. Uma relação amorosa, por exemplo, envolve outra pessoa. Não há como compensar o “não querer” do outro. No máximo, podemos fazer a nossa parte, contribuindo para a parceria dar certo.

Mesmo quando o empenho pessoal é o fator mais importante para uma conquista (amorosa ou não), ele pode não definir os resultados. O vestibular é emblemático. Estudar é fundamental, responde em grande parte pelo sucesso da empreitada, mas o estudante pode ser ”traído” pelo seu estado emocional ou por um acontecimento que ocorra à sua revelia na véspera ou a caminho da prova.

É preciso considerar que existe um momento "certo" para que coisas tão desejadas aconteçam. Quem determina? Os deuses, nossa maturidade e prontidão, a sorte, o destino, enfim cada um atribui ao que lhe parece mais verdadeiro.

Portanto, não dá para escapar de algumas (sempre achamos que são muitas!) frustrações no correr da vida. Elas sempre nos parecem grandes demais e desnecessárias quando ocorrem.  Às vezes, julgamos que tais  perdas são irreparáveis e vão representar um destino “menor” para nós, fazendo-nos menos importantes diante dos nossos sonhos ou dos nossos amigos e familiares. Quem já não experimentou isto?

A volta por cima

Parece que bom mesmo seria ter uma “lâmpada de Aladim” no armário. Simples, não? Pediu e se realizou! Mas, até o gênio da lâmpada impôs frustrações, restringindo a três, os pedidos de seu amo!

Seria por capricho? Não, definitivamente, não. Foi sabedoria de gênio. A capacidade do homem de reagir e lutar  para conquistar ficaria completamente perdida se todas as suas vontades fossem realizadas sem esforço. A raiva da frustração pode se transformar num bom combustível e virar energia positiva, fazendo-nos mais disciplinados, prudentes, perseverantes, humildes, etc  , qualidades necessárias a um vitorioso.

Tem gente que diante do insucesso, fracasso ou frustração se preocupa, por muito tempo, em arrumar culpados. Quando apontamos os outros como os únicos responsáveis pelas nossas perdas não geramos energia, só desperdiçamos combustível.

Há, ainda, os que transformam derrotas transitórias em permanentes e levam a vida chorando pelo leite derramado. Tornam-se eternas vítimas de si mesmos.

Lidar com a frustração é condição humana. Faz parte da sobrevivência do homem. Este, sim, tem o poder de “dosar” os efeitos da frustração e, de algumas vezes evitar o malogro de algumas conquistas, se empenhando mais ou melhor para obter o que quer.

Como você costuma reagir?



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