Papo Sério

Fenômenos paranormais

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Entre a ficção e a verdade

A curiosidade em relação aos fenômenos sobrenaturais é enorme. Filmes e histórias que invoquem poderes paranormais têm público garantido.

Paranormais são todos os fenômenos fora dos limites da experiência normal, que parecem transcender as leis naturais. E aí se incluem os fenômenos parapsicológicos como telepatia (capacidade de uma pessoa captar os pensamentos de outra), telecinese (movimentação de objetos, sem contato normal), clarividência (faculdade de ver nos mundos suprafísicos - invisíveis para a visão física), projeciologia (experiências fora do corpo), poltergeist (aparecimento de água, sons, luzes,  envolvendo pessoas como agentes desses fenômenos), e etc

Mas, afinal, a ciência confirma estes fenômenos? Em que pé andam os estudos a este respeito? 

Muitas experiências, poucos fenômenos

Departamentos parapsicológicos de muitas universidades investigam estes fenômenos, mas, para a ciência, há uma grande diferença entre experiência e fenômeno: experiência é o que a pessoa narra ter vivido, mas nem sempre existe um fenômeno por trás.

O Mestre em Ciências da Religião, Doutorando em Psicologia (IP-USP), Membro do Lab. de Psicologia Social da Religião (USP) e Coordenador do Inter Psi, Wellington Zangari,  relata, em entrevista ao site “Planeta na web”, que 70% dos casos em que sua equipe foi procurada eram farsas, 10% tratavam-se de problemas psicológicos ou neurológicos e 15% referiam-se a erros de interpretação. Só 5% vivenciaram fenômenos que não se enquadravam em nenhum desses casos.

O papel da ciência é ouvir, descrever, anotar, registrar e investigar para diferenciar o que é verdadeiro do que não é, utilizando o método científico. Nenhum fenômeno, nenhuma experiência humana é rejeitada, mas os cientistas não podem acreditar no relato nem na experiência de forma apriorística.

Experiências de projeciologia são confirmadas por pesquisadores de várias universidades. Mas o fato de alguém viver a experiência de sair fora do corpo é diferente de se afirmar que a pessoa de fato sai do corpo. Isso não significa negar a experiência, mas negar as conclusões a respeito dela.

Cada investigação exige pesquisadores de áreas específicas para dar suporte. Alguns fenômenos, como aparições ou casas mal–assombradas, podem ser provocados por questões ambientais,  gerando uma interpretação errônea. O terreno do local pode possuir campos eletromagnéticos  e ocasionar a queda de objetos. Há certos solos que soltam alguns tipos de gases que afetam a percepção. Uma intoxicação também pode fazer a pessoa ter a impressão de ver vultos.

Existem também situações que são inexplicadas, mas não são necessariamente inexplicáveis. O eclipse, que é um fenômeno natural, foi durante muito tempo  interpretado como sobrenatural, motivado pela ira dos deuses. Com o desenvolvimento da astronomia, o eclipse tornou-se explicável e previsível. Por isto não se pode concluir que um fenômeno é sobrenatural só porque a ciência ainda não tem resposta nem instrumental para explicá-lo.

Contudo, estatisticamente os fenômenos paranormais existem. E isso significa que quando as pessoas dizem ter passado por experiências de previsão de futuro ou de movimento de objetos, elas não estão necessariamente mentindo ou iludidas. Experimentos demonstram que nós não estamos separados uns dos outros, nem do  mundo físico. Podemos interferir no ambiente e receber informações sem usar os nossos sentidos conhecidos.

Para ciência importa conhecer o funcionamento psicológico dessas pessoas  mais sensíveis e propensas a eventos extra-sensoriais, independentemente de estarem ligados ou não a divindades. O que, por exemplo, um médium tem de diferente do ponto de vista psíquico dos não-médiuns, permitindo que ele entre em transe, rode sem ficar tonto, ingira álcool sem parecer bêbado e, ainda,  demonstre uma certa  insensibilidade à dor física?

Não faz muito tempo, a ciência admitia não ter acesso ao que se passava dentro da cabeça das pessoas. Porém uma série de máquinas telepatas, que vêm surgindo desde do final dos anos 1990, estão começando a abrir a caixa-preta do cérebro.

Estas técnicas prometem mostrar, na tela do computador, com gráficos coloridos e em 3D, o funcionamento de cada pedacinho do órgão responsável pelo nosso título de Homo sapiens.

Se as descobertas vão gerar mais roteiros fantásticos para o cinema ou se vão acabar com o filão dos filmes sobrenaturais, só o tempo dirá...


 



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