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Papo Sério
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Data: 05/12/2011 
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FATO OU VERSÃO?
Com qual você fica?

Quando lhe contam uma fofoca, você de pronto “embarca” nela e a repassa como se fosse um fato e não uma das muitas versões que podem existir sobre uma mesma história? Pois, então, você, sem cautela, se contenta com a versão, que pode ser um pouco ou até muiiiiiiito diferente da realidade. O perigo da versão é que ela não tem qualquer compromisso com a verdade e de alguma forma serve para machucar ou prejudicar alguém.

Há quem divulgue calúnias de caso pensado, para defender interesses e tirar vantagens. Tem também quem faça isso por maldade ou ressentimento, com plena consciência do mal que pode causar. Mas, há muita gente que apenas repete sem pensar, aumenta, passa adiante, sem nem se dar conta do mal que está causando...

Os boatos não são parte apenas da mídia, da vida dos astros e das estrelas, do mundo dos negócios ou da política, eles estão no dia-a-dia das pessoas anônimas, entre as nossas relações, próximas ou afastadas, e nos envolve e usa, nos tornando participantes e cúmplices. Não adianta dizer que “não inventei aquela história cabeluda” sobre alguém, se eu ajudei a espalhá-la, sem questionar, sem duvidar e sem criticar...

Quem começou...?

Dificilmente se sabe quem lançou uma falsa notícia, um boato, uma mentira ou uma difamação a menos que o caso vá parar na polícia. Mas mesmo depois de comprovada a mentira, identificado o causador, o sofrimento da vítima não passa, porque, em geral, boatos envolvem a honra e a moral de alguém. Infelizmente, o desmentido sempre tem menos força e causa menos impacto do que a difamação.

As redes sociais, quando usadas para divulgar um boato, podem destruir uma reputação ou estigmatizar uma pessoa. Para não alimentar uma rede maldosa é preciso ser muito crítico e questionador. Às vezes, basta levantar uma pergunta para derrubar uma história pouco consistente, como muitas são. E, entre as perguntas a fazer é “a quem interessa que esse tipo de notícia se espalhe?”

Formando a própria opinião

O jeito de não ser um(a)  “maria-vai-com-as-outras”, repetindo e espalhando o que os outros falam, é formar a própria opinião. Mas, como fazer isso?

Em primeiro lugar, é preciso não se apressar em ser a favor ou contra, para não se deixar levar por emoções e simpatias.
 
Outro passo é ter paciência para conhecer melhor a situação, refletindo, pesquisando, procurando outras versões, usando a lógica para analisar antes de acreditar em qualquer informação e passá-la adiante.

Em resumo, seja crítico(a) com as coisas à sua volta.  Esse tipo de exercício vai ajudá-lo(a) não só a identificar informações tendenciosas como  também a fazer escolhas e tomar boas decisões na vida!
 



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