DISCIPLINAS

Nutrição

O perigo dos corantes

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23 de junho de 2008

O que seus filhos andam comendo?

Não é a primeira vez que uma pesquisa sobre o uso de corantes e conservantes em alimentos infantis e refrigerantes conclui que esses aditivos estão relacionados à hiperatividade e a distúrbios de comportamento em crianças suscetíveis. O consumo de corantes não é apresentado como a única causa da hiperatividade infantil, mas age como fator agravante.

Conforme divulgado pela revista científica “The Lancet”, o estudo encomendado à  Universidade de Southampton (Inglaterra), pela Agência de Vigilância Sanitária da Grã-Bretanha, confirmou que alguns corantes artificiais ou a  mistura deles com o benzoato de sódio (um conservante usado em sorvetes) provocam efeitos adversos em crianças, como a hiperatividade extrema.

No estudo, dois grupos de crianças tomaram bebidas com misturas de corantes e conservantes com alta e  média concentração e um terceiro grupo tomou bebidas com placebos.  Os efeitos observados no comportamento das crianças que ingeriram  bebidas com corantes e conservantes  foram de inquietude, perda de concentração, incapacidade para brincar com um só brinquedo ou completar uma tarefa. Notou-se que, sob efeito dos aditivos, as crianças tornaram-se distraídas e falharam em testes de atenção.

As desordens de atenção associadas a comportamentos de impulsividade e a dificuldades de concentração já são queixas freqüentes nos consultórios pediátricos em todo mundo. Esses sintomas fazem parte do Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade – TDAH, e, normalmente, levam a um baixo rendimento escolar,  provocam repetência, dificuldades de relacionamento e baixa auto-estima.

Com base nas conclusões apresentadas no estudo, a Agência de Alimentos do Reino Unido (FSA, em Inglês) recomendou aos governos dos países integrantes da União Européia que peçam às indústrias para banir, até o fim de 2009, seis corantes considerados suspeitos, que são: E110 (Amarelo pôr-do-sol), E102 (Tartrazina), E122 (Carmoisina), E124 (Ponceau 4R), E129 (Vermelho allura AC) e E104 (Amarelo quinolina).

Há países que alguns desses aditivos não podem ser adicionados a alimentos para crianças com menos de 3 anos e,  em outros lugares, alguns desses corantes já  são completamente proibidos.

Onde estão os corantes?

Eles estão em várias guloseimas industrializadas que as crianças adoram: sorvetes, bolos, doces, balas, salgadinhos de pacotes, etc  Os corantes são, na maioria das vezes, artificiais e servem para dar cor aos alimentos, deixando, por exemplo, um iogurte de morango ou um refrigerante de laranja ganhar a coloração natural da fruta que imitam. Já o conservante garante a preservação do alimento por tempo determinado.

Sucos não naturais, shakes, refrigerantes, bebidas gasosas e espumantes são outros produtos onde se encontram esses aditivos.

O Instituto de Defesa do Consumidor – Idec  encontrou problemas na indústria brasileira em relação ao uso dos corantes, ao fazer uma pesquisa com quatro alimentos doces (sorvetes, balas, iogurtes e refrigerantes). Em alguns produtos, a embalagem não informava corretamente o tipo de corante utilizado, em outros, a quantidade de aditivos estava acima da permitida por lei. 

Cada alimento pode conter até três tipos diferentes de corantes, mas alguns produtos tinham seis. Outro problema é que algumas indústrias não informam os nomes dos corantes, apenas os códigos numéricos. Elas alegam que a lei não exige o nome por extenso dos aditivos.

O que fazer para preservar a saúde das crianças?

As crianças adoram doces, sucos e sorvetes, mas o melhor é fazê-los em casa, onde a qualidade pode ser controlada.  Refrigerantes e balas devem ser consumidos com cautela e eventualmente, assim como os petiscos industrializados. Na verdade, isso serve para os adultos também!

 

 

 



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