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Chocolate

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01 de abril de 2015

Ah, o chocolate! Quem resiste a uma torta com lascas do produto, ou mesmo uma taça de mousse, ou simplesmente uma barrinha?

A gula é considerada um pecado e se for para exagerar na dose do chocolate a consciência fica mais pesada ainda. Atenção àqueles que não vivem sem o produto, seja ele branco ou preto: policie-se para não fazer da ingestão dessa delícia um hábito diário, pois o chocolate também pode fazer mal à saúde. A médica gastroenterologista Carla Maria explica porque o chocolate parece fazer tão bem ao corpo e ao espírito. “O chocolate estimula o cérebro a liberar uma substância chamada endorfina, que dá sensação de prazer, bem-estar. Quem diz que é viciado em chocolate, na verdade, é viciado em endorfina”, diz.

Para dar um exemplo, Carla complementa dizendo que através do canto a liberação de endorfina também é ativada. “Algumas pessoas vão para a igreja, cantam e saem de lá com a alma lavada, com a plena sensação de que conversaram com Deus, mas o que aconteceu foi a liberação de endorfina para o organismo, o que causa a sensação de bem estar”. Por isso, quem tem vontade de comer chocolate, não quer apenas o açúcar. Se comer goiabada, por exemplo, não vai ficar satisfeita, porque o açúcar não vai lhe dar a sensação que busca.

A médica recomenda que o chocolate seja consumido com moderação e não todos os dias. Seu consumo excessivo engorda, aumenta a oleosidade da pele por causa de suas substâncias e altera a flora intestinal.

Rico em vitaminas e gordura

De acordo com o nutricionista João Curvo, o chocolate tem grande valor energético e é rico em vitaminas A e B e minerais como cálcio. Seu consumo é indicado para atletas que precisam repor as energias rapidamente. Mas, contraditoriamente, também é rico em gordura e açúcar, por isso altamente calórico. Quando consumidos em excesso, podem provocar dores de cabeça, enjôos, o aparecimento de erupções na pele por causa da extrema oleosidade e aumentar o colesterol.

Não existe chocolate com a taxa de gordura reduzida, por isso, chocolates diet não são eficientes para quem deseja perder peso. O melhor é ficar longe deles. Apesar de não conterem açúcar, os diet possuem adoçante em sua fórmula e grande quantidade de gordura para conseguir estabilizar o produto. E não se engane, ele possui quase a mesma quantidade de calorias. Seu consumo é indicado apenas para diabéticos que têm que fugir do açúcar.

Segundo o nutricionista, o óleo extraído do cacau para fazer o chocolate é semelhante ao do azeite e não causaria problemas. Mas, para ficar com o paladar agradável e doce, é adicionado na massa açúcar e manteiga, tornando-se extremamente calórico e a gordura fica saturada. E só para a consciência pesar mais um pouco, 100 gramas de chocolate contêm 500 calorias. “O ideal é ingerir apenas 30 gramas por dia, o que equivale a uma barrinha pequena tipo Diamante Negro ou um bombom Sonho de Valsa”, recomenda.

João curvo também recomenda o consumo do chocolate, as tais 30 gramas, para estudantes que vão fazer provas longas como vestibular. “É bom consumir o produto durante a prova porque o chocolate também é estimulante. A glicose é fundamental para o raciocínio e o chocolate ajuda na sua produção”, explica.

Bom para o paladar, melhor para o coração. Você sabia que o chocolate é o mais novo aliado do coração? Um estudo apresentado em Amsterdã, durante um congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, concluiu que o produto ajuda a combater a oxidação da circulação sanguínea, melhorando assim a saúde das artérias e do coração, por causa dos flavonóides, substâncias presentes no cacau.



E será que você sabe como surgiu essa maravilha dos deuses? O chocolate surgiu no México, com o povo Maia, que já cultivava o cacau na Província de Yucatan. O primeiro tipo de chocolate, segundo se tem notícia, foi uma espécie de bebida produzida por este povo. Foi no século XVI que o explorador espanhol Hernando Cortez conheceu o chocolate em visita à corte do Imperador Montezuma, no México.

O fato de o imperador consumir o chocolate antes de estar com suas mulheres gerou a lenda de que o produto é afrodisíaco. Desde então, o produto foi levado para a Europa onde se difundiu. Durante os dois séculos seguintes desde que foi levado das Américas para o Velho Mundo, o chocolate foi servido na forma de bebida. Foi só na França do século XVIII que surgiu o chocolate pastoso.



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