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 HOME Educa » FAMÍLIA » MENINA NÃO ENTRA 


Menina não Entra
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Data: 16/08/2010 
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BALLET PARA MENINOS
Preconceito? Que besteira!

Fala sério: essa história de que lugar de menino é jogando futebol, lutando boxe ou judô é uma questão de puro preconceito. O famoso filme Billy Elliot conta a história de um menino de 11 anos que resolve trocar justamente o boxe pelo balé, e para isso tem que enfrentar o seu próprio pai, os preconceitos e as convenções sociais. O filme é mais um caso em que a ficção reflete a realidade.

Muitos jovens bailarinos sofrem preconceitos das suas próprias famílias e da sociedade. Os casos vão desde pais que não aceitam que a dança seja algo de grande importância na vida dos filhos, até aqueles que fazem aulas escondidas da família para não serem repreendidos.

Marcelo Mourão Gomes, brasileiro nascido no Amazonas, é integrante do famoso American Ballet Theater, de Nova Iorque, desde 1997 e o principal bailarino desde 2002. Até chegar à fama, Marcelo suou bastante. Durante a sua infância, sofria descriminação na escola até por parte de alguns professores. Porém, agora que está famoso cultiva o sonho de criar uma escola de balé exclusiva para meninos com o objetivo de vencer o preconceito.

Afinal, que mal tem meninos dançarem balé? É incrível como em um século no qual tudo foi evoluindo, os rapazes ainda sofram preconceito por optarem pela arte da dança clássica. Muitas vezes esse preconceito acaba inibindo meninos talentosos. A maior prova disso é a quantidade de bailarinos no mercado. São pouquíssimos! As próprias bailarinas afirmam que a escassez de bailarinos dificulta a montagem das peças e apresentações.

O mais interessante é que a profissão de bailarino surgiu na época do Renascimento (final do século XVII e início do XVIII) e tinha como função principal a educação corporal da nobreza, que foi essencialmente masculina. No início, a discriminação era com as mulheres. Geralmente as que eram selecionadas para a profissão vinham de classes mais baixas. Com o tempo e a possibilidade das mulheres participarem dos espetáculos, os papéis femininos foram ganhando sua devida importância e os homens foram se afastando do balé, devido às oportunidades de trabalho em outros setores.

Talento brasileiro

Com o apoio dos pais que sempre acreditaram no seu potencial, Marcelo Gomes nunca deu ouvidos às provocações que sofria quando era criança. Chegou a ensaiar até seis horas diárias, e por isso sua professora Dalal Achcar, diretora do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, enviou uma carta à escola onde estudava, pedindo que o menino fosse dispensado das aulas de Educação Física, o que fez com que a escola chamasse seus pais indicando a necessidade de um psicólogo. O pedido foi ignorado pelos pais.

O interesse pela dança começou quando Marcelo ia buscar a irmã nas aulas de balé, na companhia da babá. Pouco tempo depois ingressou na academia de dança aos sete anos, e aos 13 foi estudar nos Estados Unidos. Daí em diante o balé virou uma prioridade na sua vida. Sua infância foi corrida, geralmente almoçava no carro ou no ônibus, no intervalo entre o colégio e a academia de dança. Ele diz que a ajuda da família foi fundamental para decidir seguir essa carreira.
Marcelo mora atualmente em Nova Iorque. Apesar de colocar a sua vida pessoal em segundo plano, ele tem uma vida afetiva normal. Todo o seu sacrifício começou a ser recompensado quando dançou na sede da Ópera de Paris, onde estudou durante um tempo. Em seguida, foi contratado pela companhia americana. Por causa das apresentações com o ABT, e as participações especiais como convidado em outras companhias de dança, Marcelo já viajou por vários países e hoje é um exemplo para os meninos que têm vontade de dançar, mas que têm medo do preconceito.

Meninos bailarinos

Além de arte, a dança é um rico exercício que traz também uma consciência corporal muito grande. Mas o preconceito ainda é uma barreira para os que querem começar na carreira. Às vezes, mesmo com recursos financeiros para um bom curso, os pais se recusam a pagar uma escola de dança.

A Associação de Benfeitores e Amigos dos Meninos Bailarinos-Atores (Abamba), de Campinas, São Paulo, é um projeto mantido através de doações e contribuições de seus membros. Todos os integrantes são voluntários. Atualmente são realizadas dez aulas por semana de balé clássico, dança de rua, teatro e circo. O objetivo é dar uma formação eclética para que os alunos possam se apresentar tanto em companhias de balé clássico quanto em companhias de dança contemporânea.

Além disso, a Abamba oferece aos meninos alimentação, transporte, roupas específicas para as aulas de dança, aulas de reforço escolar e uma cesta básica mensal para auxiliar as famílias. O projeto, que começou apenas com um propósito artístico, hoje também tem um propósito social. O trabalho resgata a auto-estima dos garotos que chegam sem nenhuma perspectiva.

Há exemplos muito legais também de dois meninos moradores de favelas do Rio de Janeiro. Eles conseguiram mudar seus destinos e se consagraram no balé clássico. Wellington Gomes, morador da Favela da Maré, virou solista do Teatro Municipal e ajuda a sustentar a família que antes o discriminava pela sua escolha.

Reginaldo Oliveira, também morador da Maré, venceu um concurso internacional e foi chamado para estudar na famosa escola do Balé de Bolshoi. Além da favela onde se criaram, esses meninos têm em comum a vontade de fazer o que gostam e vencer os preconceitos.

 

Visite o site:

Associação de Benfeitores e Amigos dos Meninos Bailarinos-Atores
http://www.abamba.org.br/



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ola amigos eu gosto muito de dançar bale e gostaria muito de entrar e crescer mais tenho medo , mais vc me ajudou com dicas acima valeiw
italo simao

Gostei muito dos textos sobre os meninos no ballet. Eu sou bailarino classico e sei como os meninos sofrem,é terrivel.
Esmael jacob scarpin

   
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