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Troca da geladeira antiga

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21 de abril de 2009

Pobres receberão ajuda

Os refrigeradores fabricados antigamente no Brasil utilizavam o gás clorofluorcarboneto (CFC), substância que foi proibida por prejudicar a camada de ozônio da atmosfera. Mas, o Ministério do Meio Ambiente estima que haja, ainda, cerca de 36 milhões desses aparelhos em funcionamento no país.

A preocupação com o meio-ambiente e com a necessidade de crescimento da capacidade energética, estimada para aumentar em 50% no país nos próximos dez anos, motivou o governo a lançar um programa para estimular a troca de geladeiras antigas (fabricadas antes de 2001) por novas, menos poluentes e mais econômicas.

O conceito básico do programa é o mesmo que norteou o projeto "Computador para Todos", e que tem facilitado o acesso das camadas mais pobres da população à informática, ao oferecer bônus e financiamento para a compra de PCs.

O "bolsa-geladeira", conforme foi apelidado o programa, pretende criar uma linha especial de financiamento com prazos e juros convidativos para a compra de um aparelho novo e, ainda, oferecer um bônus-desconto pela entrega da geladeira velha. Assim, o refrigerador antigo de alto consumo energético deverá ser substituído obrigatoriamente por um novo, evitando a tentação do seu dono de guardá-lo ou de passá-lo adiante.

A loja responsável pela entrega da nova geladeira ficará encarregada de levar a antiga para um ponto de reciclagem, onde será desmontada e retirado o gás CFC, que por ser danoso à camada de ozônio precisa passar antes por um processo químico de reciclagem. Depois de retirado o plástico, o restante do eletrodoméstico poderá ser transformado em sucata de aço e enviado a siderúrgicas.

De olho no meio-ambiente e na economia energética, o programa no final vai favorecer às camadas mais pobres, onde se encontra, em geral,  a maioria desses aparelhos. Estima-se que a troca das geladeiras deva gerar uma economia anual de, aproximadamente, cem reais nas contas de energia elétrica das famílias que aderirem ao programa.

Para o país, a substituição resultará numa economia equivalente ao consumo de energia elétrica na cidade de Campinas, em São Paulo, durante seis meses.

Aqueles que não puderem comprar o eletrodoméstico vão poder participar de sorteios de aparelhos novos, promovidos com recursos do Fundo de Eficiência Energética, cobrado na conta de luz - uma taxa de 0,5% já descontada atualmente. No entanto, esse dinheiro, que é administrado pelas concessionárias de energia elétrica para uso em programas similares, vem sendo pouco aplicado.

Existe também a proposta de que a economia do governo, gerada pela redução do consumo de energia, seja revertida na ampliação dos sorteios para acelerar os resultados. A idéia é trocar em dez anos, 10 milhões de geladeiras.

Além do programa ter um forte cunho social, ele envolve e beneficia a sociedade de uma forma ampla, na medida que também estimula a economia, com o aumento da demanda no setor de eletrodomésticos, que foi um dos afetados pela crise mundial.

 



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