DISCIPLINAS

Convivendo com a Diferença

É tempo de ser Papai Noel

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15 de dezembro de 2014

É claro que sempre é tempo de ajudar, mas quem perdeu a oportunidade ou não descobriu como fazê-lo durante o ano, esse é um bom momento para um gesto de solidariedade, até porque o 13º dá um reforço no caixa familiar e pode permitir a compra de mais um presentinho: o da solidariedade.

É nessa época que muitos movimentos confiáveis se destacam. Um deles, por exemplo, é o dos Correios, que recebe mais de um milhão de cartas enviadas por crianças ao Papai Noel. Todos os anos, metade desses pedidos são atendidos pelo sistema de adoção, ou seja, quem quer ajudar procura os Correios para “adotar” uma cartinha, comprometendo-se a realizar o sonho de uma criança. Os pedidos costumam ser por brinquedos tradicionais como bonecas, carrinhos, bolas, bicicletas etc.

Os Correios fazem uma triagem, separando as cartas das crianças de comunidades carentes do País. As correspondências sem remetentes ou com endereços repetidos são descartadas, mesmo assim nem todas as cartas são atendidas, já que há menos Papai Noel de plantão do que crianças esperançosas.

Para que as crianças recebam os pedidos até o dia de Natal, as adoções e a entrega dos presentes devem ser feitas até a data estipulada. Os presentes devem ser novos, atender às solicitações da criança adotada e entregues devidamente embalados/acondicionados para o transporte postal.



Dessas cartas, 150 são selecionadas para receber os presentes das mãos do próprio Papai Noel, numa festa realizada na sede dos Correios. A escolha das crianças que vão participar do evento se dá pelo tipo de pedido, situação social ou proximidade da residência.  Para as restantes, os pedidos são entregues, antes do Natal, pelos carteiros encarregados da distribuição. Mas, todos os remetentes, atendidos ou não, recebem dos Correios uma carta-resposta.

Natal sem fome dos sonhos

Uma outra alternativa é a Ação da Cidadania, que nasceu em 1993, liderada pelo sociólogo Herbert de Souza, o saudoso Betinho. Desde então, anualmente, a campanha do “Natal sem fome” é lançada, mas já evoluiu para “Natal sem Fome dos Sonhos” -  voltada para a valorização da educação, considerada o principal instrumento de transformação social.

Com o mote "criança é para brincar, estudar e sonhar", a campanha de Natal arrecada brinquedos e livros infanto-juvenis, simbolizando a luta da sociedade na conquista do direito de todo brasileiro, especialmente crianças e jovens, à educação de qualidade. Os brinquedos são doados às crianças dos bolsões de pobreza onde atuam os comitês da Ação da Cidadania e a mensagem da campanha é “Não guarde sonhos em casa – doe!”.

Os livros arrecadados alimentam os “Espaços de Leitura”, que são como “bibliotecas” móveis que chegam a centenas de lugares. Tais Espaços valorizam o saber popular e já estão presentes nas periferias de 12 estados brasileiros, promovendo empréstimos de livros, contação de histórias, concursos de redação e poesia, formação de redes de cultura e identificação de analfabetos funcionais e de crianças fora da escola.

Pode-se contribuir de diversas maneiras:

- arrecadando brinquedos e livros infanto-juvenis para entregar num dos postos de coleta (para saber onde ficam entre no site: http://www.acaodacidadania.com.br/ e clique em “Ação pelo Brasil”) ;
- dando de presente aos amigos a camiseta da Campanha, criada pelo Ziraldo (veja como adquirir);
- depositando uma contribuição, para a Campanha, no Banco do Brasil, Agência 1211-4, Conta Corrente 500537-X;
- no caso de pessoas jurídicas, doando recursos financeiros dedutíveis no Imposto de Renda.

Dados da Ação da Cidadania: Razão Social: Associação Comitê Rio da Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida
Av. Barão de Tefé, 75 - Saúde - Rio de Janeiro - RJ - Cep 20220-460
CNPJ: 00346076/0001-73 

Essas são algumas boas sugestões, mas não são as únicas. Afinal, não precisa se vestir de Papai Noel, nem ter uma longa barba branca para ser solidário, mas é indispensável um coração semelhante ao do bom velhinho, que se alegra em fazer a alegria dos outros, especialmente a das crianças.  



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