Convivendo com a Diferença

O sofrimento das empregadas domésticas em Hong Kong

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03 de abril de 2014

Enquanto, no Brasil, as empregadas domésticas estão vendo ampliados seus direitos como trabalhadoras, em Hong Kong, essa situação está longe do ideal. Em relatório lançado no final de 2013, a Anistia Internacional (AI) afirma que existem milhares de empregadas domésticas vivendo e trabalhando em Hong Kong em uma espécie de escravatura moderna.
 
O problema em Hong Kong começa nas agências que selecionam as domésticas, que confiscam os documentos de identificação das candidatas e cobram altas taxas para inseri-las no mercado de trabalho. Em seguida, essas mesmas agências usam a violência para intimidar as vítimas, que, em geral, são submetidas a longas jornadas de trabalho, sofrem de fome e não podem sair das casas onde trabalham.
 
O relatório da Anistia Internacional também acusa as famílias de participarem do esquema de escravatura moderna, com a descoberta de diversos episódios de violência contra as domésticas e, até mesmo, de abusos sexuais. Segundo dados da AI, existem em Hong Kong 300 mil empregadas domésticas, a maioria proveniente das Filipinas e da Indonésia.
 
Problemas também nos países árabes

Além dos maus tratos e da violência, as empregadas domésticas também são vítimas das próprias leis de Hong Kong. Ao contrário de outros profissionais, as domésticas imigrantes não podem requerer residência permanente na província chinesa após sete anos de trabalho. A diferença de direitos já foi contestada na Justiça local, que recusou o pedido das imigrantes.

Os problemas das empregadas domésticas vão além das fronteiras de Hong Kong. Outro estudo, desta vez da ONG Humans Right Watch (HRW), acusa os países do Oriente Médio de maus tratos de domésticas, em geral, imigrantes oriundas da Ásia ou da África. Quase todos os países da região excluem as empregadas domésticas dos benefícios das leis trabalhistas, e os casos de violência, abuso sexual e longas jornadas de trabalho também são comuns.
 
Apesar das acusações, pouco ou nada é feito nesses países para coibir esse tipo de violência. Alguns governos sinalizam com reformas nas suas leis trabalhistas, mas o ritmo ainda é muito lento diante da gravidade do problema. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), existem no mundo 53 milhões de empregadas domésticas, sendo que quase 30% delas vivem em países que as excluem das leis trabalhistas.
 

 
 



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