Convivendo com a Diferença

Autistas a caminho do mercado de trabalho

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Mesmo bastante competitivo, o mercado de trabalho começa a abrir suas portas para um novo grupo até então excluído. Em geral portadores de déficits na comunicação e na interação social, os autistas já estão sendo procurados por algumas empresas devido a determinadas características da doença que podem ser importantes em algumas tarefas diárias.

Especializada em inserir autistas no mercado de trabalho, a agência de emprego dinamarquesa Specialisterne aponta a capacidade de concentração e de rigor dos autistas como um diferencial para determinadas atividades. Fundada em 2004, a Specialisterne já recebeu diversos prêmios por seu trabalho e vem desenvolvendo programas de treinamento voltados para autistas entre 16 e 24 anos.


Esse é o principal motivo que faz de empresas como SAP AG, de software, Microsoft, Siemens, TDC (telecomunicações da Dinamarca), Freddie Mac (agência norte-americana de hipotecas) e Nordea (financeira sueca), dentre outras, a contratarem jovens autistas. Segundo a alemã SAP AG, profissionais com autismo tendem a ser mais meticulosos, não deixando passar nenhum erro ou omitir algum detalhe, características importantes para funções como identificação de problemas de software e distribuição de mensagens internas, por exemplo.

Barreiras para os autistas
 
Apesar de o interesse estar crescendo, menos de um terço das pessoas entre 16 e 65 anos com algum tipo de deficiência chegaram ao mercado de trabalho dos Estados Unidos em 2010, segundo o Bureau de Estatísticas do Trabalho norte-americano. Deste grupo, metade é formado por autistas, que correspondem, nos Estados Unidos, a um contingente de quase 3 milhões de pessoas. No Brasil, a estimativa é que o país possua mais de 1 milhão de autistas, segundo o Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. 
 
Uma das dificuldades encontradas pelos autistas no mercado de trabalho é a importância da socialização em boa parte das funções. Além disso, horários como almoço ou lanches podem ser desafiadores para os autistas, cujo transtorno tem como uma das principais características a inabilidade para interagir socialmente. Mas, até mesmo coisas simples, como o sumiço de algum objeto da mesa de trabalho, pode ser algo problemático para um profissional com autismo.
 
Em busca de facilitar o acesso dos autistas ao mercado de trabalho, muitas empresas estão se adaptando, criando equipes para aconselhamento desses profissionais ou modificando algumas características do posto de trabalho. Por fim, já existem companhias que organizam períodos de um mês para adaptação dos novos empregados e o seu treinamento.
 



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