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Arqueologia

Duas cidades maias são encontradas no México.

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28/08/2014 12:10 atualizado em 28/08/2014 12:47

Um grupo de pesquisadores descobriu mais uma herança histórica deixada pelos maias. Escondida em uma floresta tropical,  no sudeste do México, os arqueólogos encontraram duas cidades que foram povoadas por esta civilização pré-colombiana.

Os primeiros indícios da existência de uma cidade escondida foi investigado através da análise de fotos aéreas. Posteriormente, foram realizadas pesquisas de campo que permitiram a confirmação da presença de edificações no local. Inicialmente, um mapa de 10 a 12 hectares foi traçado, no entanto, presume-se que a área ocupada pelas cidades é bem mais extensa.

As cidades descobertas são as de Lagunita e Tamchen, localizadas na península de Yucatán. Nelas, os arqueólogos encontraram estruturas que se assemelham aos palácios, pedras com desenhos que parecem garras de monstros e, também, pirâmides, uma delas de aproximadamente 20 metros de altura.

Vale ressaltar que a riqueza da arquitetura maia é admirada até hoje. Eles ergueram templos, palácios e pirâmides em grandes plataformas feitas de pedras.  Construíram paredes de terra batida e revestiram com pedra talhada.

Para os pesquisadores, as duas cidades viveram seus períodos de ascensão ao longo dos anos de 600 e 900 d.C., ou seja, nos períodos Clássico Tardio e Clássico Terminal. Ivan Sprajc, professor associado da Academia de Ciências e Artes da Eslovênia e um dos membros da equipe de arqueólogos, enfatizou que as entradas das cidades simbolizavam “a entrada a uma caverna e ao submundo... alguém que entra através deste portal teria entrado em recintos sagrados.”

Sociedade maia

A população maia viveu nas regiões que hoje estão a Guatemala, Honduras e Península de Yucatán. Eles eram politeístas, isto é, cultuavam vários deuses que estavam associados à natureza. A organização era o ponto forte da civilização que consolidou uma estrutura social bastante rígida.

A hierarquia da sociedade estava centralizada na figura do rei e da família real, que eram os nobres. Na sequência, da formação social, estavam os detentores do conhecimento, que eram os sacerdotes; e os chefes militares e administradores do império. Na base da pirâmide ficavam os camponeses que eram os trabalhadores urbanos e artesões. 

A população maia viveu nas regiões que hoje estão a Guatemala, Honduras e Península de Yucatán.



A agricultura e a comercialização dos produtos, entre os povos vizinhos, eram as bases do desenvolvimento econômico dos maias. Vale observar que o cultivo de feijão, milho e tubérculos era feito com técnicas de irrigação avançadas.

Tanto o sistema de escrita dos maias quanto o calendário são considerados pelos pesquisadores de grande complexidade. Os estudiosos afirmam que os símbolos usados poderiam ter mais de um significado ou até mesmo representar sons.

Rota maia

Muitos roteiros turísticos evidenciam a beleza da arquitetura maia. Tulum e Chichén-Itzá, no México, por exemplo, misturam natureza, modernidade e história. Já, Palenque, também no México, expressa a genialidade da civilização que é atestada pela “elegância dos edifícios”, segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).



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