Espécie descoberta na Sibéria pode mudar árvore genealógica da humanidade.
Uma pesquisa divulgada essa semana pela revista "Nature" revelou que um possível novo ancestral do homem foi descoberto por pesquisadores. Encontrada na Sibéria, a espécie de hominídeo passou por exames genéticos, e esses apontaram que seu DNA não é compatível com o dos humanos e nem com o de Neandertais, espécies que viveram na área ao mesmo tempo há cerca de 50 mil anos.
O advento pode levar a árvore genealógica da humanidade a tomar outra direção e está intrigando especialistas. Estudos sugerem que a espécie encontrada na Sibéria venha de uma linhagem diferente e que possivelmente tenha se separado daquela que originou os humanos e os neandertais há cerca de um milhão de anos.
Humanos x Neanderthal
De acordo com pesquisas, o Homem de Neanderthal, o típico brutamontes das cavernas, evoluiu na Europa durante a Idade do Gelo e a Sapiens evoluiu na África antes de se disseminar pelo resto do mundo há cerca de 40 mil anos.
Para os estudiosos, se o cálculo estiver correto, o fato do Homem de Neanderthal ter sido extinto há cerca de 30 mil anos é a prova de que as duas espécies existiram simultaneamente na Europa e, provavelmente, interagiram entre si. Mas e essa nova espécie? De onde vem e como pode ser inserida nas raízes da nossa árvore genealógica?
Será que esse enfoque pode embaralhar a nossa linha evolutiva?
Presume-se que a história humana teria seguido um curso gradual e linear. Antigamente, procurava-se o ‘elo perdido’ entre o homem de hoje e o avô do chimpanzé. Agora, não há mais certeza se houve apenas um ancestral comum. Em vez de um tronco principal, o desenvolvimento humano parece ter ocorrido de forma aleatória.
Várias espécies de animais evoluíram separadamente rumo à formação da raça humana, e algumas foram extintas ao longo dessa evolução. Outras chegaram ao estágio avançado, ou seja, se transformaram em homo-sapiens, os humanos. Agora, com essa nova descoberta, o que pode determinar verdadeiramente a descendência do fóssil encontrado e o rumo que tomará na história são suas características que ainda não estão totalmente definidas.
Qualquer conclusão agora é precoce
Segundo cientistas, qualquer conclusão em torno da nova espécie agora é precipitada, já que ainda não se encontraram provas definitivas se ela é nova ou não. Segundo especialistas, é importante lembrar que mesmo sem uma conclusão decisiva, os humanos não estiveram sozinhos no planeta e espécies muito parecidas com a nossa conviveram juntas por muitos anos.
De acordo com Ian Tattersall, do Museu de História Natural, em Nova York, pouco se sabe de fato sobre a espécie. Ian afirma que a árvore genealógica dos humanos é "cheia de ramificações". Pra ele, é "inteiramente plausível que vários outros galhos existiam sem que os cientistas saibam".
Já para Rick Potts, do Instituto Smithsonian, o novo ancestral do homem pode ser um representante do Homo heidelbergensis ou Homo erectus. Sobre a possibilidade de ter migrado da África, Potts afirma ser possível, já que uma ou duas migrações para o local também ocorrem nessa época segundo estudos anteriores. Vale lembrar que a África possui uma história de fundamental importância para a humanidade por comportar uma vasta diversidade de raças.
Para o Rick Potts, só os exames de DNA poderão desvendar esse e muitos outros segredos da evolução.
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