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Terrorismo

Ataques ocorridos na França, Kuwait e Tunísia reacende debates sobre extremismo.

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29/06/2015 · 03:26

Os recentes ataques terroristas na França, Kuwait e Tunísia reacenderam os debates sobre o extremismo. Os três atentados ocorridos na sexta-feira, 26 de junho, mataram dezenas de pessoas. Na França, os terroristas provocaram uma explosão em área industrial, no Kuwait, uma mesquita xiita foi explodida e na Tunísia, um hotel, na cidade de Sousse, foi invadido e atacado.

Os impactos destas ações terroristas deixaram toda comunidade política internacional em alerta. Os Estados Unidos, que sofreram um grande atentado em 11 de setembro de 2001, enviaram um comunicado com palavras de conforto para as famílias das vítimas. “Nossos pensamentos e orações estão com as vítimas desses ataques atrozes, seus entes queridos e as pessoas desses três países.”

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil divulgou uma nota afirmando que “deplora o incremento dos atentados terroristas que continuam a ceifar vidas inocentes em diferentes partes do mundo”. O governo brasileiro também enfatizou que “a intolerância religiosa e o recurso à violência indiscriminada, praticados sob qualquer pretexto, merecem o mais veemente repúdio da sociedade e do Governo brasileiro.”

Os três atentados ocorridos na sexta-feira, 26 de junho, mataram dezenas de pessoas.

Intolerância Religiosa

Este trecho da mensagem publicada pelas autoridades brasileiras reflete a crescente intolerância religiosa dentro da sociedade. Mas afinal, o que é a intolerância religiosa? E por que ela é perigosa? Em linhas gerais, a intolerância religiosa é uma forma de preconceito, violência e perseguição, uma vez que não se aceita a doutrina praticada pelo outro.

O Brasil é definido como país laico, isto é, não adota nenhuma segmentação religiosa, permitindo que todos os brasileiros e estrangeiros que vivem no país sigam os dogmas que desejarem. O artigo 5, da Constituição Federal de 1988, determina que:

VI - É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;

VII - Ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei.

A liberdade religiosa é considerada um direito no Brasil e por isso, os juristas a consideram como uma liberdade primária.  Seguir ou não uma religião é uma escolha e requer o respeito de todos. Sendo assim, toda a ação realizada contra esta liberdade é configurada como crime.

Para refletir...

Lutar contra a violência religiosa é ser a favor da ética, do respeito ao próximo e da liberdade, conceitos universais e que não seguem dogmas. Essa batalha em oposição ao preconceito e ao extremismo religioso é uma das grandes preocupações mundiais do século XXI e, por isso, fica a proposta para você refletir sobre o tema.

 



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