IBGE divulga os números do meio ambiente.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgou esta semana os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2010. Com um total de 55 itens, o estudo traz informações nas dimensões ambiental, econômica, institucional e social. Desde que a série se iniciou, em 1992, impulsionada pela Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro, no mesmo ano, este é o quarto relatório publicado.
Um dos subtemas que mais chamou a atenção foi o meio ambiente, pois o número de queimadas e desmatamentos caiu 63% entre 2007 e 2009. De todos os estados, a maior redução foi registrada no Acre, onde 74,1% da floresta amazônica deixaram de ser derrubadas no mesmo período. O bom índice, entretanto esbarra em outro não tão bom que registra o desmatamento de 14,6% da Amazônia Legal no estado.
Outro ponto positivo registrado pelo IBGE foi a diminuição na emissão de gases do efeito estufa. Se em 1994 o Brasil emitiu 8,8% a mais do que o registrado em 1992, de 2000 para 2005 foi registrada uma redução no aumento das emissões de CO2 na atmosfera. A quantidade caiu para 7,3% e foi de 2,05 para 2,20 bilhões de toneladas ao ano. Deste total 57,9% seriam conseqüências das atividades relacionadas a mudanças do uso das terras e florestas, que incluem as queimadas no Cerrado.
Efeito Estufa e Queimadas
De acordo com os dados divulgados, houve aumento no consumo de substâncias que destroem a camada de ozônio como o CFC, por exemplo. Em 2006 foram consumidas 1,43 mil toneladas, já em 2008 a quantidade subiu para 2,09 mil toneladas. O CFC, a abreviação de gás clorofluorcarboneto, é uma substância sintética e pode ser utilizada como solvente, na expansão de plástico, em sprays e na refrigeração de geladeiras e aparelhos de ar condicionado. Estima-se que este gás seja 15 mil vezes mais nocivo à camada de ozônio do que o CO2, pois leva 75 anos para ser destruído na atmosfera. Uma vez liberado, o gás se acumula e sofre uma reação de fotólise que dá origem ao monóxido de cloro que se torna cada vez mais denso destruindo a camada de ozônio.
Os indicadores trouxeram também um ranking dos estados que apresentaram maior área desmatada. O Mato Grosso foi o estado que mais destruiu florestas entre 2002 e 2008, no total foram 17.598 km², já o Maranhão, segundo colocado, desmatou 14.825 km² o terceiro lugar ficou com o Tocantins que registrou desmatamento de 12.198 km².
Poluição do ar
Os índices de poluição do ar se mantiveram estáveis nas grandes cidades, mas a quantidade de ozônio da atmosfera, cresceu. Os dados divulgados agora ainda não trazem as consequências das queimadas registradas recentemente por todo o país, mas certamente elas serão sentidas nos próximos indicadores. Isto porque esses incêndios têm emitido mais gases do efeito estufa do que toda a atividade industrial e geração de energia - incluindo os derivados de petróleo.
Fontes de Energia e Reciclagem
Mais da metade da energia que consumimos provém de fontes não renováveis. O petróleo e seus derivados são responsáveis por mais da metade da energia do país (52,8%) em seguida vêm o gás natural (37,8%), o carvão mineral e seus derivados (4,8%) e, por último, urânio e derivados (1,4%). Em 1992, 47,6% da energia era renovável já em 2009 este número caiu para 47,2%.
Já na reciclagem, o alumínio continua a ser o material mais reciclado do país com 91,5% de reaproveitamento. Outros materiais apresentaram taxa de reciclagem variando entre 45% e 55%. Para as embalagens tetrapak, os valores são mais baixos (cerca de 25%), embora também crescentes.
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