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Material escolar

Evite os gastos desnecessários.

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23/01/2015 · 02:53 · atualizado em 23/01/2015 03:01

Como se não bastassem as despesas que os pais têm no início do ano com pagamentos de IPVA e IPTU, eles também se deparam com as compras do material escolar. Livros, cadernos, mochilas e uma enorme lista de produtos que chegam a custar mais caro que a própria mensalidade. Recentemente, o Procon de São Paulo apurou que o valor do material escolar varia até 192% no estado.

Em outros estados a situação não é diferente. Algumas listas chegam a girar em torno R$1,9 mil para alunos que cursam o 6.º ano em escolas particulares. Embora o material escolar seja um gasto esperado, ele pesa no orçamento familiar já que além dessa listagem, existe o uniforme. Dependendo do colégio, cada camiseta custa cerca de R$40. Já um moletom sai por R$80.

Sebos ajudam na hora de economizar

Incentivar o estudo dos filhos com novos cadernos, canetas, mochilas ou livros é uma ótima ideia, devendo ser praticada sempre que possível. O problema é aguentar os aumentos e os preços exorbitantes cobrados por algumas papelarias, livrarias e lojas de departamento. A parte mais cara da relação costuma ser os livros.

A parte da papelaria custa em torno de R$250 se os objetos escolhidos não forem de marcas mais caras – o preço de um compasso varia de R$3 a R$59 e um fichário pode custar R$190. Pensando em economizar, alguns pais estão usando uma nova estratégia ao buscar sebos na internet. Muitos disponibilizam materiais mais baratos e em conta. Com uma boa pesquisa, o valor total da lista reduz significativamente.

É comum encontramos um livro que custa R$87 em papelarias e no sebo o valor reduzir para R$5. Pesquisar bastante, conseguir descontos e não levar as crianças na hora de comprar os itens também é um ótimo ganho para os pais. Geralmente os filhos escolhem os produtos pela marca e pelo que está na moda fazendo com que o valor a ser pago fique além do esperado.

Outra novidade adotada é a troca de livros. Alguns pais se organizam e trocam o material escolar, principalmente os livros deixados de lado pelos filhos mais velhos. A ideia pode representar uma economiza de até R$ 800,00. A internet é uma grande aliada neste processo de troca. Alguns pais já utilizam as redes sociais para realizar um moderno “escambo na escola”.
 
Itens de uso coletivo

Muitos pais não sabem, mas os itens de uso coletivo, como papel para provas, avisos internos, material para atividades de laboratório e biblioteca cobrados pelas escolas podem ser questionados. Em caso de dúvida, os responsáveis podem solicitar à instituição que apresente uma cópia da planilha de custos para verificar se há cobrança de material em duplicidade, ou seja, está incluso na mensalidade e é cobrado na lista de material.

Marcas exigidas

Algumas escolas sugerem determinadas marcas, mas os pais não são obrigados a comprar. De acordo com o Procon, a escola não pode exigir a aquisição de produtos de marca específica, uma vez que o consumidor tem toda a liberdade e direito a escolha. Sendo assim, de posse da lista, os pais podem ir onde quiserem. Portando, se o material estiver num bom preço, vale a pena cumprir as indicações da escola; caso contrário, os pais devem optar pelo que vai sair mais em conta.

Os educadores financeiros alertam para a necessidade de se programar antes de ir às compras. Esta organização evita gastos desnecessários.

Segurança dos materiais

Além de pesquisar preços e consultar as exigências da escola, os pais também devem estar atentos à segurança dos materiais. Segundo o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), alguns produtos podem oferecer riscos, visto que quando quebram formam pontas cortantes ou soltam substâncias que causam alergia em crianças. Certos tipos de plástico e tintas com metais pesados podem provocar problemas neurológicos e câncer.

Alguns produtos da lista de material escolar possuem o selo do Inmetro, mas nem sempre a certificação é válida. Por isso, apontadores, tintas, massinhas, estojos, pastas, mochilas, canetas precisam possuir o selo de validação do órgão regulador para serem comercializados no mercado brasileiro. Livros e cadernos ficam fora da lista.

Cinco dicas para otimizar a compra dos materiais:

– Comprar em atacado ou junto com outros pais.

 – Analisar a possibilidade de aproveitar alguns materiais do ano letivo anterior, como estojo, lapiseiras...

– Pensar bem antes de comprar produtos escolares que parecem brinquedos. Eles são mais caros.

 – Exigir a nota fiscal. Havendo necessidade de troca o documento é indispensável.

 – Reservar uma quantia ao longo do ano. Isso ajudará a diminuir os impactos financeiros das compras de materiais no próximo ano letivo.



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