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   NOTÍCIA POSTADA DIA 23-01-2012VOLTAR  
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CIÊNCIA
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Relatório revela novas 19.232 espécies, mais da metade de insetos.

O relatório de 2011 da State of Observed Species (SOS) divulgado recentemente pelo International Institute for Species Exploration dos Estados Unidos revelou a descoberta de 19.232 espécies no planeta, dentre elas mais da metade são de insetos (9.738). Em segundo lugar estão as plantas vasculares, com 2.184 exemplares ou 11,3% do total.

Os estudos também evidenciaram a existência de sete aves, 41 mamíferos e 1.487 aracnídeos (aranhas ou ácaros). A maior ordem de insetos recém-descobertos é a dos besouros, com 3.485 novos coleópteros oficialmente descritos encontrados por cientistas em 2009, ano da compilação mais recente.

Em relação a 2008, houve um acréscimo de 5,6% dos animais já conhecidos pela ciência. O ganho parece pequeno, mas aumenta quando é comparado ao início da utilização do sistema de taxonomia moderno para classificação de animais e plantas, há 250 anos. Desde então, o número de espécies conhecidas pela humanidade aumentou em duas vezes.

Entendendo a taxonomia

De etimologia grega, taxonomia é a ciência que classifica a enorme quantidade de seres vivos existentes na Terra. Para isto, ela utiliza critérios baseados em características fisiológicas, evolutivas, anatômicas e ecológicas de cada animal ou planta e os divide em grupos distintos. Esta classificação segue uma hierarquia de grau crescente em termos de semelhança, a saber: reino, filo, classe, ordem, família, gênero e espécie.

Carolus Linnaeus, também conhecido como Carlos Lineu, foi um dos nomes que mais contribuiu para a evolução desta ciência. Em 1735, ele publicou sua grande obra chamada Systema Naturae e adotou o novo modelo de classificação dos seres vivos citado acima. A partir daí, também teve início o uso do sistema binominal para a nomeação, um primeiro nome indica o gênero, e um segundo corresponde à espécie.

Quando novas espécies são descobertas, como um inseto, por exemplo, o cientista procura classificá-lo dentro de uma categoria já existente e, daí, verifica a família a qual ele pertence e procura o nome mais adequado.

Insetos: o maior grupo animal

Os insetos são o grupo mais diversificado e abundante dentre todos os animais; estima-se que haja de cinco a dez milhões de espécies diferentes, mas apenas cerca de um milhão delas é conhecida. Sua principal característica em comum é a segmentação do corpo, em cabeça, tórax e abdómem. A maioria possui asas, mas também são comuns aqueles que não as possuem, como as formigas.

Devido à diversidade de insetos existentes, utiliza-se uma forma de catalogá-los de acordo com a apresentação de asas:

- Himenópteros: asas parecidas com membranas, aqui se incluem insetos sem asas, como a formiga e a abelha.
- Dípteros: duas asas, como a mosca e o mosquito.
- Coleópteros: asas formando um estojo, como o besouro.
- Ortópteros: asas retas formando ângulo reto com o corpo, como a barata e o gafanhoto.

O papel dos insetos na sociedade e na natureza

Apesar da percepção negativa dos insetos pelo homem, a maioria deles é benéfica para a sociedade e para a natureza. As abelhas, as borboletas e os besouros são exemplos de contribuintes na polinização de uma variedade de plantas, ajudando-as a na reprodução. A produção de substâncias úteis para o homem também é uma das características positivas desta classe animal, como o mel, a cera, a seda.

Além disso, a grande maioria destes bichos é insectívora, isto é, se alimenta de outros insetos, mantendo o equilíbrio biológico, haja vista que para todo tipo daninho existe um predador. Desta forma, deve-se evitar a utilização de inseticidas, pois cada uma das espécies faz parte de um delicado processo de equilíbrio ambiental. Quando elas se manifestam em quantidades desordenadas nas cidades são resultado da perturbação desse equilíbrio.