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Rubéola

Doença está erradicada no continente americano.

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04/05/2015 · 12:44

A rubéola está erradicada no continente americano.  Essa ótima notícia foi divulgada recentemente pela Organização Panamericana de Saúde (OPAS) que ressaltou que desde 2009 não há casos da doença nos países da América. Argentina e Brasil foram os últimos países que registram ocorrências.

Estes dados são expressivos uma vez que mais de 30 nações estão livres da transmissão endêmica da rubéola. Argentina, Bolívia, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Cuba, Estados Unidos, Equador, Guatemala, Haiti, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela estão nesta lista.

Durante a coletiva de imprensa que divulgou a informação, Carissa Etienne, diretora da OPAS, enfatizou que “é um privilégio e uma alegria anunciar que a região das Américas foi a primeira região do mundo a ser declarada livre da transmissão endêmica da rubéola.”

Essa conquista foi considerada histórica para os pesquisadores, uma vez que ela representa um trabalho realizado ao longo de 15 anos. Campanhas de imunização e orientações sobre a doença foram feitas na América do Norte, Central e do Sul.

Características da doença

A rubéola é definida como uma doença infectocontagiosa causada pelo Togavírus. Ela também é conhecida por sarampo alemão porque foi, inicialmente, especificada por médicos da Alemanha, no século XVIII.  

Transmissão: a doença é transmitida por meio das vias respiratórias com a aspiração de gotículas de saliva ou secreção nasal.

Período de incubação: entre 12 e 23 dias.

Sintomas: os sintomas da rubéola são semelhantes aos da gripe. Febre, dor de cabeça, dor para engolir e coriza. Outra característica da afecção é o aparecimento de ínguas e de manchas vermelhas no rosto e no corpo.

Diagnóstico: o paciente precisa fazer exames laboratoriais (testes sorológicos).

Tratamento: o repouso é indispensável para o tratamento da rubéola. O uso de antitérmico e analgésico auxilia na diminuição dos sintomas.

Outro tipo de rubéola é a congênita (síndrome da rubéola congênita – SRC), sendo transferida da mãe para o feto. Essa é considerada a versão mais perigosa da doença, podendo causar problemas cardíacos, de visão e surdez no bebê.

Essa conquista foi considerada histórica para os pesquisadores, uma vez que ela representa um trabalho realizado ao longo de 15 anos.

Segundo o Ministério da Saúde, “a vacina contra a rubéola é a única medida preventiva e a mais segura. Para isso, é importante que o esquema vacinal esteja completo. A primeira dose deve ser aplicada aos doze meses de vida e o reforço entre quatro a seis anos de idade. Todas as mulheres e homens até 49 anos também devem ser vacinados, independentemente de história pregressa da doença.”

Relembrando... Varíola e poliomielite

O Brasil já conseguiu extinguir outras doenças. Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), varíola e poliomielite, popularmente conhecida como paralisia infantil, foram erradicadas. A varíola foi a primeira doença infecciosa extinta, em 1980, por meio da vacinação preventiva e a pólio foi eliminada no início dos anos 90. Infelizmente, na África a doença continua fazendo vítimas.

Novas metas

Uma das metas do Ministério da Saúde é acabar com a hanseníase e da OPAS é eliminar o sarampo. Sabe-se que muitas pesquisas e campanhas ainda serão realizadas para erradicar essas doenças, no entanto, a OPAS e o governo brasileiro estão no caminho certo e futuramente divulgarão seus bons resultados. Vamos aguardar e nos cuidar!



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