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Ciência

Se a água é inodora, como pode a chuva ter cheiro?

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25/02/2015 · 04:51 · atualizado em 26/02/2015 09:14

Pense em algo difícil de descrever, mas que todo mundo lembra quando citado. Acertou se você respondeu o "cheiro de chuva". Aquele aroma de frescor que sentimos depois de um período forte de temporal está presente na vida de muita gente. Distinto do que pensamos se tratar de um fato banal, o fenômeno é muito estudado por especialistas.

Figurando entre um dos mais agradáveis do mundo, o odor foi batizado de Petricor (em grego, "fluido eterno de pedra") em 1964, quando pesquisadores relataram se tratar de uma combinação de óleos vegetais com o geosmina, um composto químico liberado pelo solo durante o período de chuva. Isso mesmo! O famoso "cheiro de chuva" que conhecemos vem da terra e não da água, como imaginávamos.

Óleo de planta e substância produzida por bactérias

Durante períodos secos, algumas plantas secretam um tipo específico de óleo. A substância reduz o processo de germinação das sementes, numa estratégia utilizada pelos próprios vegetais para subtrair a competição durante um período de escassez de água. Quando uma região sofre com a falta de chuvas, esses óleos se aglomeram no solo sendo liberados quando a água chega até ele.

Já a geosmina, que se mistura ao óleo, é uma substância química produzida por bactérias do tipo actinomicetos, que se desenvolvem no solo quando as condições estão úmidas e quentes. Ao produzir esporos (células reprodutoras), essas bactérias filamentosas liberam a geosmina, que é lançada no ar quando chove. A junção desses dois elementos funciona como um odorizador de ambientes; por isso sentimos o forte cheiro quando a chuva cai.

O famoso “cheiro de chuva” que conhecemos vem da terra e não da água, como imaginávamos.

Chuva – qual a sua importância?

Fenômeno climático natural, a chuva se forma quando a água é aquecida pelo Sol e evapora. Esse vapor se mistura com o ar e começa a subir, formando nuvens carregadas. Quando atinge elevadas altitudes ou encontra massas de ar frias, o vapor de água se condensa e se transforma novamente em água. Por ser muito pesada, a água não consegue se manter no ar e cai em forma de chuva.

Embora muita gente não goste da ocorrência do fenômeno, ele é fundamental para a sobrevivência da vida na Terra, pois contribui significativamente para o desenvolvimento de todas as várias formas de vida.

Tipos de chuva

As chuvas que ocorrem no verão ou na primavera podem ter causas diferentes. Na verdade, temos três tipos: as convectivas, as frontais e as orográficas.

As mais comuns são as chuvas convectivas, que resultam da subida vertical do ar úmido o qual, ao se elevar, entra em contato com o ar mais frio das camadas superiores da atmosfera. Se a temperatura diminui, o que acontece com o vapor d´água? Acaba se resfriando e se tornando água líquida, ou seja, condensa-se. Por isso, chove. A nuvem não "aguenta". A água em forma de líquido, fica pesada!

Esse movimento de subida e descida é chamado de convecção, logo o nome chuva convectiva. Geralmente, é intensa, ou seja, uma chuva forte, rápida, acompanhada de trovões e, em algumas vezes, de granizo. As famosas chuvas de verão do Brasil são chuvas convectivas. Elas também ocorrem na Amazônia, onde as temperaturas são elevadas o ano inteiro, por causa da proximidade com o Equador.

Já as chuvas frontais resultam do encontro de uma massa de ar frio, a famosa frente fria, com uma massa de ar quente, ou frente quente. Quando a massa mais fria atinge a massa de ar quente, ela empurra a quente para cima que, ao subir, vai se resfriar, condensar e precipitar. É uma chuva menos intensa, mais demorada, acompanhada de queda de temperatura. Nessa chuva não são comuns as descargas elétricas.

Por fim, temos a chuva orográfica, também chamada de chuva de relevo. Ela ocorre porque há o deslocamento horizontal da massa úmida, geralmente vinda do oceano, que ao encontrar uma região elevada, como uma serra ou uma montanha, se eleva, resfria-se, condensa-se e precipita-se nas encostas do relevo voltadas para o mar.

A ciência explica

Como vimos, a chuva é um fenômeno importante e seu "cheiro" também, porque ele revela vários processos da natureza. Agora, quando você sentir aquele agradável cheirinho depois que a chuva cair e ficar se perguntando "de onde ele vem", vai lembrar que existem muitos micro-organismos trabalhando para criar esse odor tão característico e com "cara de tarde na fazenda". É a ciência fazendo a sua parte mais uma vez.



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