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Primeira Guerra Mundial

Os 100 anos do conflito que marcou a história da humanidade.

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28/07/2014 03:34 atualizado em 29/07/2014 08:36

A primeira guerra mundial ocorreu entre 28 de julho de 1914 e novembro de 1918, e completa 100 anos em 2014. O conflito marcou a história da humanidade e seu legado norteia ações políticas, econômicas e sociais até hoje.

Foi no início do século XX que os primeiros passos para o conflito começaram a ser percorridos. Neste período, as nações da Europa e os Estados Unidos eram as grandes potências do mundo e o desejo de expandir seus territórios e o comércio era o objetivo dos países.



Alianças

O avanço da revolução industrial também contribui para o desenvolvimento da guerra.



O assassinato do príncipe austro-húngaro Francisco Ferdinando, durante sua visita a Saravejo, e a criação de alianças entre as nações foram os estopins para a guerra. Imersos nestes impasses territoriais e mercadológicos, a França, Inglaterra e Rússia se reuniram e formaram a Tríplice Entente por outro lado, a Alemanha,  o Império Austro – Húngaro e a Itália fundaram a Tríplice Aliança. A existência de inimigos comuns era o que motivava a consolidação destes grupos – é relevante ressaltar que a Itália mudou de lado, em 1915.

O avanço da revolução industrial também contribui para o desenvolvimento da guerra. O crescimento das grandes empresas, o desaparecimento das pequenas, o fortalecimento dos monopólios em diferentes países e o domínio econômico de um país sobre o outro culminou no que os economistas da época chamaram de “capitalismo mundial de imperialismo”.

Fases da guerra


Os historiadores enfatizam que a primeira guerra mundial foi divida em três fases:

1 – A guerra dos movimentos, na qual, as alianças e a hostilidades entre os países eram o ponto central;

2 – Os combates nas trincheiras que se caracterizou pela construção de barricadas no território da França pelos alemães;

3 – Ofensivas.

Com o passar do tempo, outros países entraram na guerra, assumindo o papel de aliados da Tríplice Entende, entre eles, Canadá, Estados Unidos, Japão, Portugal, Brasil e Polônia. A participação brasileira incluiu o envio de remédios e enfermeiros aos campos de batalhas.

Tratado de Versalhes

O fim desta guerra, que durou quase cinco anos, começou a se desenhar com a entrada norte-americana. Estados Unidos, França e Inglaterra impuseram à Alemanha o Tratado de Versalhes, fazendo com que os alemães assumissem a responsabilidade pelos conflitos. Para o historiador Lawrence Sondhaus, autor do livro A Primeira Guerra Mundial: História completa, “em termos globais, o resultado mais significativo foi o surgimento dos EUA como principal potência econômica do mundo”.

 Entre as exigências do Tratado estão:

– Devolução de territórios para a França e Polônia;
– Redução do exército alemão para no máximo cem mil soldados;
– A Alemanha ficou proibida de fabricar tanques e armamentos;
– Pagamento de uma indenização de bilhões de marcos aos países vencedores.

A nova guerra

Para Sondhaus, “a Primeira Guerra Mundial foi o precursor necessário para o maior derramamento de sangue que se seguiu no resto do século. A guerra foi também a crítica experiência formativa para a maioria dos líderes da Segunda Guerra Mundial”, entre eles, Stálin, Hitler e Mussolini.

As considerações de Sondhaus reforçam a ideia de que a história é cíclica e que de tempos em tempos ela se reveste e se repete. Um século depois da primeira grande guerra a sociedade ainda espera por dias mais promissores sem terrorismo, violência urbana, preconceito e conflitos religiosos.



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