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Arranjo populacional

Economia é o principal motivo do deslocamento de pessoas entre as cidades.

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27/03/2015 · 03:29 · atualizado em 27/03/2015 03:30

Um recente estudo desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) trouxe dados relevantes sobre a integração entre os municípios brasileiros. De acordo com a pesquisa, o número de pessoas que estudam e trabalham fora da cidade nas quais residem aumentou significativamente nos últimos anos.

Estes agrupamentos de municípios que “recebem” estes trabalhadores e estudantes se chamam arranjos populacionais. Segundo o IBGE, o principal motivo para a estruturação de um arranjo é a economia, uma vez que é comum que moradores de municípios pequenos e com pouco desenvolvimento econômico busquem oportunidades de trabalho e estudo nas cidades vizinhas.

Região Sudeste é o maior arranjo populacional do Brasil

55,9% dos brasileiros fazem parte desta rotina, sendo a região Sudeste a de maior número e a Norte de menor índice. São Paulo é o maior arranjo do país, integrando trabalhadores e estudantes de cidades como Guarulhos, Osasco, Santo André e São Bernardo do Campo. Na sequência, estão a capital carioca, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Brasília.

O fluxo entre o Rio de Janeiro e São Paulo não é considerado um arranjo populacional porque ultrapassa os 400 quilômetros.

Os números desta investigação são expressivos, apontando, por exemplo, que entre São Paulo e Guarulhos deslocam-se, aproximadamente, 146,3 mil pessoas. Já, no arranjo populacional do Rio, as cidades da região metropolitana São Gonçalo e Niterói se destacam, registrando a circulação de 120,3 mil pessoas.

O fluxo entre o Rio de Janeiro e São Paulo não é considerado um arranjo populacional porque ultrapassa os 400 quilômetros, entretanto, foi mencionado no estudo dentro das considerações especiais, visto que existe um movimento permanente de mais de 13 mil pessoas.

Os arranjos também ultrapassam as fronteiras, já que há brasileiros que trabalham em países vizinhos, entre eles Paraguai, Uruguai, a Argentina e Colômbia. O fluxo da população entre Foz do Iguaçu, município paranaense, e Ciudad del Este, no Paraguai, é o maior arranjo populacional fronteiriço.

Maurício Gonçalves e Silva, pesquisador do IBGE, ressaltou que “é mais um estudo que vem adicionar conhecimento do território, podendo ajudar na parte da mobilidade, educação, de bens e serviços. Os grandes espaços urbanos geralmente já têm muitos estudos, então esse trabalho vem complementar. Mas o mais importante é dar essa visibilidade para municípios pequenos e médios, que não têm estudos como esse.”

Impactos na qualidade de vida

Morar em uma cidade e trabalhar ou estudar em outra não é tarefa fácil. O economista Vitor Mihessen afirmou que “com o crescimento das cidades, a população é cada vez mais empurrada para longe dos centros onde há maior geração de empregos e, muitas vezes, se instala em locais com pouca infraestrutura.”

Normalmente, as pessoas acordam mais cedo, enfrentam o trânsito lento e os transportes públicos lotados. Segundo os especialistas, toda essa movimentação fomenta altas descargas de adrenalina, cortisol e picos hormonais, interferindo negativamente na qualidade de vida da pessoa. 



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